20 de junho de 2012

REALPOLITIK - ERA UMA VEZ UM TROÇO CHAMADO "COERÊNCIA"




É bastante incômodo este movimento crescente de elogios a uma suposta “coerência” da deputada-federal Luiza Erundina (PSB-SP), ao se recusar a subir no palanque ao lado do ex-prefeito Paulo Maluf. Ela teria dito, a interlocutores, que se incomodou ou ver Lula nos jardins da mansão de Maluf, confraternizando como se aquilo fosse normal.

Em 1988, não se esqueçam, Erundina se beneficiou do apoio do ex-governador Orestes Quercia - um Maluf menos histriônico e totalmente sem carisma - e de ter seu vice (Michel Temer, na época) escolhido pelo PMDB.

Qual a diferença entre Quercia e Maluf?

Erundina sabe e deveria vir a público explicar sua "coerência".

E você aí, ao elogiar a deputada, deveria relembrar que a "coerência", em política, é bem maleável. No entanto, "ética" é inegociável. E irredutível.

A campanha de 2012 será igual a de 1988? Não sei.

Para mim, pela repercussão do recuo de Erundina, será como qualquer outra campanha.


Rodrigo De Giuli

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