19 de outubro de 2012

NOTA DO BLOG - LIVRO REÚNE MESTRES DA REPORTAGEM BRASILEIRA

Com prefácio de José Hamilton Ribeiro, Mestres da Reportagem traz entrevistas exclusivas com Ricardo Kotscho, Roberto Cabrini, Eliane Brum, César Tralli e outros 26 expoentes do jornalismo nacional; a obra é um trabalho de reportagem dos alunos de Jornalismo da FAPSP

Profissionais renomados do nosso jornalismo falando sobre sua trajetória profissional, a importância do gênero reportagem e destacando os bastidores de matérias emblemáticas que eles fizeram. É o que oferece o livro Mestres da Reportagem, escrito pelos alunos do 4º e 6º semestres de Jornalismo (2012) da FAPSP (Faculdade do Povo), com a organização da jornalista e professora Patrícia Paixão. A obra, editada pela In House, será lançada em 13 de novembro, no auditório da Livraria da Vila do Shopping Higienópolis.

Com prefácio de José Hamilton Ribeiro, ícone da reportagem brasileira, o livro traz 30 entrevistas exclusivas com Adriana Carranca, Agostinho Teixeira, Bruno Garcez, Carlos Wagner, César Tralli, Cid Martins, Eliane Brum, Elvira Lobato, Ernesto Paglia, Geneton Moraes Neto, Gérson de Souza, Giovani Grisotti, Goulart de Andrade, José Arbex Jr., Leandro Fortes, Luiz Carlos Azenha, Marcelo Canellas, Marcelo Rezende, Mauri König, Paula Scarpin, Percival de Souza, Regiani Ritter, Renato Lombardi, Ricardo Kotscho, Roberto Cabrini, Silvia Bessa, Sônia Bridi, Tatiana Merlino e Valmir Salaro, além do próprio José Hamilton.

A obra começou a ser idealizada em 2011, na disciplina Técnicas de Pesquisa, Reportagem e Entrevista Jornalística, ministrada por Patrícia Paixão. “Percebi que as turmas de Jornalismo da FAPSP tinham potencial para encarar a produção de um livro de entrevistas pingue-pongue com grandes nomes da reportagem no Brasil. Considerei que seria interessante abordar esse tema, já que ele contribui para a atuação jornalística não só dos meus alunos, mas de estudantes e jornalistas de todo o país. Estipulamos inicialmente 20 nomes que deveriam ser entrevistados, e depois essa lista foi aumentando até chegarmos a 30 jornalistas”, explica a professora.

Os alunos foram orientados a entrevistar repórteres que atuam em diferentes mídias (impressa, eletrônica e digital) e editorias (Política, Esportes, Polícia etc.). “Não nos interessou entrevistar editores, chefes de reportagem, âncoras de telejornais ou apresentadores de programas jornalísticos. Não por menosprezo a esses cargos, mas simplesmente pelo fato de estarmos focando a obra na arte da reportagem. Nosso objetivo foi selecionar jornalistas que têm reconhecida experiência na função de repórter”, destaca a docente.

Segundo a professora, a obra não tem a pretensão de fazer uma classificação dos 30 melhores repórteres brasileiros. “Nosso objetivo não foi fazer um ranking, e sim trazer um pouco do que a reportagem brasileira tem de melhor. Temos consciência de que muita gente boa ficou de fora”.

Para o diretor acadêmico da FAPSP, Alfredo Dias D’Almeida, “o livro Mestres da Reportagem é o resultado de uma concepção de ensino que privilegia a construção conjunta do conhecimento acadêmico, por meio de projetos desenvolvidos em equipe pelos estudantes sob a mediação dos docentes, e a importância de sua divulgação para a sociedade. A professora Patrícia e seus alunos abraçaram essa ideia e, agora, compartilham com estudantes de Jornalismo de todo o país, o excelente trabalho que desenvolveram”.

O valor relativo aos direitos autorais da obra será doado, por decisão dos autores e da faculdade, à ANDI – Comunicação e Direitos, uma ONG reconhecida na área de jornalismo.

No dia do lançamento, será realizado no auditório da livraria um bate-papo sobre a importância do gênero Reportagem entre os autores, o público e alguns dos repórteres entrevistados no livro. Já confirmaram presença os jornalistas Goulart de Andrade (ex-apresentador do Comando da Madrugada), Gérson de Souza (repórter da Rede Record), Regiani Ritter (apresentadora do programa Disparada no Esporte, da Rádio Gazeta AM), Agostinho Teixeira (da Rádio Bandeirantes AM) e Renato Lombardi (comentarista de Segurança da TV Record).

MESTRES DA REPORTAGEM
Editora In House
Data do Lançamento: 13/11/2012 (terça-feira)
Local: Auditório da Livraria da Vila do Shopping Higienópolis
Horário: das 18h30 às 21h30 (Bate-papo com jornalistas entrevistados no livro: das 19h30 às 20h30)
Mais informações podem ser obtidas com Patrícia Paixão (11) 96312-4664 ou (11) 2291-0693.

12 de setembro de 2012

FUTEBIZARRICES - OS NOMES "ESTRANHOS" DO FUTEBOL BRASILEIRO 6

O nosso futebol segue nos brindando com lances maravilhosos, jogadas incríveis, gols que nem mesmo quem os faz consegue explicar e muito menos explicar aqueles errados sem o goleiro. A cada dia um novo craque surge em algum canto do país.

Mas disso tudo mundo já sabe. Meu foco continua sendo fora de campo, longe dos gramados. O Cartório e a irreverência, espiritualidade e criatividade dos pais de nossos jogadores na hora do registro. Depois de um passeio pelos times da principal divisão escolhi o que achei de mais estranhos.

Nesta nova lista figuram que me garantem dizer que a criatividade de pais e mães segue em alta.

Destaque para nomes como: Mahatma Gandhi Heberpio do Atlético de Goiás e Lee Winston do Mineiro. Jheimy do Sport e Rhayner do rival Náutico. Jóbson, aquele do Botafogo, que numa tradução livre nada mais seria que “O Filho do Trabalho” e seu companheiro famoso, John Lennon e seu quase chará Jhon Cley, do Vasco.

E quando a mãe quer um nome e o pai outro? Simples, surge um novo nome como Fransérgio, jogador do Bahia. No minímo uma homenagem a Francisco e Sérgio.

Rayllan, Sosthenes, Gilmerson, José Gildeixon, Elierce, Elkeson, Dieyson, Deivson, Maurides e Jubal, são apenas mais alguns exemplos.

E sigo com a pergunta, se Júnior é um adjetivo que denomina o mais jovem (de dois), como pode alguma pessoa ter Júnior como o primeiro nome, hein Júnior Céar?

Alguns nomes nem causam tanta estranheza, como Dagoberto, Neymar, Liedson, Weverton, Richarlyson, Madson, Demerson mas eu não tenho nenhum amigo com este nome e não conheço mais ninguém que os tenha além destes jogadores.

Bom, a lista segue logo abaixo. Tirem vocês suas conclusões, mas eu não me canso de alertar e pedir: divirtam-se, não usem como inspiração! Seus filhos agradecem.


Atlético Goianiense
Weverton Vilela Nascimento
Joílson Rodrigues Macedo
Eron Santos Lourenço
Reniê Almeida da Silva
Claussio dos Santos Dimas - Pituca
Rayllan Campos Santos
Mahatma Gandhi Heberpio Mattos Pires

Atlético Mineiro
Lee Winston Leandro da Silva Oliveira
Réver Humberto Alves Araújo
Júnior César Eduardo Machado
Bernard Anicio Caldeira Duarte
Richarlyson Barbosa Felisbino
Sosthenes José Santos Salles - Neto Berola

Bahia
Omar Constante Reis Santos
Gerley Ferreira de Souza
Gilmerson dos Santos Mota - Gil Bahia
Ávine Júnior Cardoso
Darcy Dolce Neto - Neto
Danny Bittencourt Morais
Railan dos Santos Reis
Madson Ferreira dos Santos

Botafogo
John Lennon Silva Santos
Brinner Henrique Santos Souza
Elkeson de Oliveira Cardozo
Jeferson Anti Filho
Jobson Leandro Pereira de Oliveira

Corinthians
Welder da Silva Marçal
Ualefi Rodrigues dos Reis
Edenilson Andrade dos Santos

Coritiba
Demerson Bruno Costa
Ocimar de Almeida Júnior - Júnior Urso
José Gildeixon Clemente de Paiva - Gil
Keirrison de Souza Carneiro

Cruzeiro
Axel de Souza
Emílson Sánchez Cribari
Willamis de Souza Silva - Souza
Rudnei da Rosa
Wallyson Ricardo Maciel Monteiro
Humberlito Borges Teixeira - Borges
Deivson Rogério da Silva - Bobo

Figueirense
Alvino Volpi Neto
Elson Ferreira de Souza - Elsinho
Ronieri da Silva Pinto - Roni
Héber Araújo dos Santos

Flamengo
Marllon Gonçalves Jerônimo Borges
Ibson Barreto da Silva
Nixon Darlanio Reis Cardoso
Liedson da Silva Muniz

Fluminense
Kléver Rodrigo Gomes Rufino
Leanderson Luiz de Pontes
Higor Rodrigues Barbosa Leite
Edimo Ferreira Campos - Edinho

Grêmio
Werley Ananias da Silva
Tony Ewerton Ramos Da Silva
Saimon Pains Tormen
Vilson Xavier de Menezes Júnior
Edinaldo Gomes Pereira - Naldo
Misael Bueno
Rondinelly de Andrade Silva
Weverson Leandro Oliveira Moura - Leandro

Internacional
Alisson Ramses Becker
Muriel Gustavo Becker
Dalton Moreira Neto
Fransérgio Rodrigues Barbosa
Maurides Roque Junior
Mike dos Santos Nenatarvicius
Dagoberto Pelentier

Náutico Capibaribe

Darley Ramon Torres
Gideão Lima de Castro
Marlon Ventura Rodrigues
Patric Cabral Lalau
Elierce Barboza de Souza - Souza
Elicarlos Souza Santos
Cleverson Rosário dos Santos
Glaydson Marcelino Freire
Joseilson Batista dos Santos
Clemerson de Araújo Soares - Araújo
Welker Marçal Almeida - Kieza
Leandson Dias da Silva - Rico
Rhayner Santos Nascimento
Siloé Maciel Pereira
Dorielton Gomes Nascimento

Palmeiras

Evanildo Borges Barbosa Júnior - Juninho
Gualberto Luís da Silva Junior
Denilton Venturim Junior
Euder Da Silva Pereira - Índio

Ponte Preta
Cleber Janderson Pereira Reis
Neuciano Gusmão - Cicinho
Wescley Pina Gonçalves
Clennyson Silva do Nascimento - Xaves
Nádson da Silva Almeida
Rildo Andrade Felicissimo
Rosicley Pereira da Silva

Portuguesa de Desportos

Glédson Ribeiro dos Santos
Wininston Cristian Santos - Tom
Maylson Barbosa Teixeira

Santos
Jubal Rocha Mendes Junior
Geuvânio Santos Silva
Neymar da Silva Santos Júnior
Rosimar Amancio - Bill

São Paulo

Ademilson Braga Bispo Junior

Sport Club do Recife
Ailson Alves Carreiro
Erivonaldo Florencio de Oliveira Filho - Naldinho
Roberson de Arruda Alves
Claudivan dos Santos Bezerra - Bambam
Jheimy da Silva Carvalho

Vasco da Gama

Marcilei da Silva Elias - Max
Dieyson Anjos da Silva
Jomar Herculano Lourenço
Auremir Evangelista dos Santos
Jucimar Lima Pacheco - Abuda
Dakson Soares da Silva
Jhon Cley Jesus Silva

Renato Souza

15 de agosto de 2012

NOTA DO BLOG - LIVRO CORPO AO EXTREMO – A NOVA FACE DE UMA CULTURA MODIFICADA’


Modificação corporal em São Paulo ganha destaque em livro lançado durante a Bienal 2012

‘Corpo ao Extremo – A nova face de uma cultura modificada’ é o primeiro a abordar o assunto em formato de reportagem no Brasil

No dia 11 de agosto durante a Bienal do Livro, evento realizado na capital paulista, um livro-reportagem inédito e focado na modificação corporal do mundo contemporâneo teve espaço no estande da editora In House. Intitulada Corpo ao Extremo – A nova face de uma cultura modificada, a obra pode ser considerada a primeira do gênero a abordar jornalisticamente a cena da modificação corporal 'extrema' no Brasil, e mostra um pouco do cotidiano, como são vistas e como se sentem as pessoas que alteram seus corpos por meio de intervenções levadas a um nível mais extremo do que os já conhecidos e popularizados piercings e tatuagens.
O mundo da body modification, que abrange diversas técnicas - algumas resgatadas de povos primitivos e outras criadas mais recentemente, como é o caso dos implantes subcutâneos, escarificações e bifurcações de língua, vistos com certa rejeição pela sociedade atual - é ilustrado e explicado durante a abordagem.
O livro, que reúne quase 30 entrevistas desde médicos e psicólogos, até alguns dos principais profissionais da modificação corporal, enfatiza não somente a questão do preconceito, dando lugar também a discussões ligadas à religião, saúde e história.
Com foco principalmente na capital paulista, abrangendo algumas cidades da região metropolitana e interior do Estado, Corpo ao Extremo – A nova face de uma cultura modificada dá voz a entrevistados brasileiros, modificados ou não e familiarizados de alguma forma com as técnicas de alteração corporal.

UMUNDUNU - "SE A OPORTUNIDADE FAZ O LADRÃO...

A oportunidade também faz a prostituta.”

Julgar é errado... Já diziam os ensinamentos da Igreja Católica. “Vender o corpo é pecado...” Dizem os padres e pastores em seus sermões e cultos. Independente de crença ou da religião é necessário ponderar os atos do trabalho de alguém antes de dizer se certo ou errado. Fato, é que assim como existem aqueles que roubam por necessidade ou ganância – e convenhamos que este não é o caso apenas dos ladrões de rua – a garota de programa também tem suas ambições e vontades.

O sexo cobrado é visto como indigno, mas a realidade das prostitutas não é diferente de outros trabalhadores. Desde aquela menina que não conseguiu emprego após uma passagem pelo presídio, até a burguesinha de 18 anos que não se contenta com o dinheiro do papai, todas estão atrás daquilo que o mundo inteiro deseja: dinheiro.

Seu nome na noite é Micaela. Loira de olhos esverdeados. 24 anos bem distribuídos em seios fartos e curvas marcantes. O tipo de mulher de personalidade forte que não precisa de alguém dizendo o que fazer e como levar sua vida.

Sua vida é o que podemos chamar de dupla. Em casa, com a família, *Carina é conhecida por seu nome de batismo e se comporta de uma maneira completamente diferente. Sua mãe, sua filha adotada e seu namorado nem imaginam que ganha dinheiro com o sexo. Desde que começou a se prostituir ela esconde possíveis marcas no corpo, roupas de trabalho, e diz ser garçonete em uma boate. Pela família, tudo bem. Carina se mostra independente desde os 16 anos, quando saiu de casa, e nunca deu abertura para bisbilhotagem. Por outro lado, a desconfiança do namorado já foi palco de inúmeras brigas, a ponto de tentar segui-la.
No trabalho, Micaela sai para brincar. É obrigada – pelos espinhos do próprio trabalho – a libertar seus instintos mais “selvagens”, assim digamos. Aí ela mostrar aos homens tudo o que tem de bom e torce para que eles a escolham para mostrar tudo o que sabe fazer. Para garantir seu pão, roupas e salão de beleza de cada dia, ela e as outras garotas de programa devem literalmente chamar a atenção de todos os homens do recinto.

Às terças-feiras Micaela chega ao prostíbulo por volta das 14 horas.
Come e descansa – afinal, as prostitutas também têm necessidades físicas – e começa a se arrumar para a noite. Se necessário vai ao cabeleireiro, faz depilação, unhas, maquiagem... Todas estas pequenas coisas que fazem a diferença na vida de qualquer mulher. Neste caso, as pequenas coisas tornam-se essenciais: trabalhar com o corpo exige que o impacto seja grande e causado quase completamente pela beleza. Os 10% que restam são fruto de conversa e relacionamento amigável com o cliente. Mas na verdade, todos eles vão atrás mesmo é daquela menina na casa que mais lhe atrai.

Por volta das 8 da noite ela e as outras meninas descem para o salão e aguardam o início do expediente. Às 9 horas os clientes começam a chegar. Bebida faz parte do cotidiano. Algumas delas – incluindo Micaela – afirmam que o álcool é essencial para que a coragem apareça. Outras preferem a cocaína. De qualquer maneira, é preciso esfriar a cabeça antes de enfrentar o que virá pela frente. Nos dois ou três programas que costumam fazer em uma noite, nem sempre os clientes são bonitos, cheirosos e bem vestidos. Pelo contrário: em sua maioria, são homens com mau hálito, poucos dentes, ou velhos e barrigudos; daqueles que gostam de importunar menininhas na rua e sempre estão caindo na sarjeta às 5 da manhã. Mesmo quando tem interesse em pagar bem, são estes caras que incomodam.

Nos outros dias, até sexta-feira, a rotina continua a mesma: café ou almoço e conversa com as meninas, salão de beleza, descanso e expediente na boate. Aos finais de semana, Micaela vai para casa e vira Carina novamente. Aproveita os momentos com a família, sai com o namorado, curte sua filha pré-adolescente e seus amigos. Ninguém sabe o que ela faz. O preconceito certamente tomaria conta da cabeça de muitos conhecidos e familiares. Carina tem certeza que a discriminação não está apenas nas ruas, mas também dentro de sua própria casa, onde sua profissão seria considerada inaceitável. Quando questionada sobre o que faz se alguém insinua que é garota de programa, ela afirma ignorar: “Ninguém viu, ninguém tirou foto? Então não podem falar que eu sou”.

Segundo Micaela e as outras garotas da boate, o prostíbulo pode ser comparado a uma cadeia feminina. São muitas mulheres diferentes em um lugar só. Todas têm o mesmo propósito, mas nem sempre as relações são amigáveis. A lei da sobrevivência faz com que algumas não entendam a importância de ser igual às outras meninas ali dentro, e as brigas podem acontecer a qualquer momento. “A única diferença, é que aqui tem macho. Cadeia não tem”, afirma *Fernanda, outra menina que trabalha no local.

“Conheço gente que fala mal de garotas de programa que sustentam marido na cadeia. Apesar de não dizer que sou, eu sempre defendo quando ouço. Afinal: se a oportunidade faz o ladrão... A oportunidade também faz a prostituta”, comenta Fernanda.

Sobre a violência, Micaela deixa claro que, apesar de ilegal, o prostíbulo é o único lugar que gera proteção às meninas da noite: “É normal o homem xingar na cama e as mulheres fazerem barulho. Mas aqui dentro, se em algum momento os gemidos se tornarem estranhos existem seguranças de prontidão para socorrer. Por esta razão e pelo pagamento que é feito pelo cliente antes de ir para o quarto, eles não tentam nada contra nós. Quem sofre mais com a violência são as garotas que ficam na rua”, conta.

As ambições e objetivos de Carina e Micaela se unem. Ela quer continuar por mais alguns anos e ter condições suficientes para cursar Direito e se especializar na área criminal. Além disto, está prestes a realizar um de seus maiores sonhos e motivo principal para entrar na noite: comprar uma casa. Se o dia não é bom, ela simplesmente segue em frente. “Como qualquer pessoa lá fora, a gente dorme na esperança do dia seguinte”, desabafa.

*Carina – nome fictício para ilustrar o verdadeiro de Micaela.
*Fernanda – nome fictício da outra garota de programa.

Crédito da imagem: Cellar Fcp


Colaboração de Nathalia Abreu
(nathaliaabreu.blogspot.com)

2 de agosto de 2012

NOTA DO BLOG - LANÇAMENTO DO LIVRO "JORNALISMO: O PAPEL DO CANUDO DE PAPEL"

No dia 17 de junho de 2009, por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubaram a exigência da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Este fato, desde sua eclosão no organismo social, tem repercutido numa profusão de opiniões que, incontestavelmente, vêm recrudescendo os debates em busca de uma visão esclarecedora acerca das perspectivas do Jornalismo no Brasil.

O livro reportagem "JORNALISMO: O PAPEL DO CANUDO DE PAPEL", de Claudio Zumckeller e Rodrigo De Giuli, tem como objetivo buscar, nas vozes de estudantes de Jornalismo, profissionais jornalistas, empregadores e professores da cadeira, um relato ampliado da ambiência paulistana diretamente tangida pelo fato.

Lançamento do livro "JORNALISMO: O PAPEL DO CANUDO DE PAPEL", de Claudio Zumckeller e Rodrigo De Giuli, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Quando:
Sábado, día 11 de agosto, às 20 horas

Local:
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Avenida Olavo Fontoura, 1.209 - Santana
Editora In House, Rua G, Estande 94

Interaja com os autores:
Twitter: @czumckeller ou @RodrigoDeGiuli
Facebook: facebook.com/ClaudioZumckeller ou facebook.com/RodrigoDeGiuli

25 de julho de 2012

NOTA DO BLOG - LIVRO PALMEIRAS x SÃO PAULO AS HISTÓRIAS DO CHOQUE-REI


O Choque-Rei é uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. O livro traz histórias inéditas e conhecidas, tiradas de arquivos pessoais e dos próprios clubes. Apresenta fichas de todos os jogos envolvendo as equipes e de todos os jogadores que vestiram as duas camisas. Destaca também as partidas mais importantes e entrevistas com grandes jogadores que fizeram parte deste clássico.
O objetivo da obra é resgatar a história deste grande clássico do futebol paulista, que não habita apenas as quatro linhas, mas que vai muito além delas. O inicio da rivalidade, a influência da Segunda Guerra Mundial, a década de ouro, o polêmico jogo das barricas, o jogo da lama, o Palestra Itália, o São Paulo da Floresta, o Paulistano e muito mais.
Trabalho de dois jornalistas apaixonados pelos seus clubes, mas, acima de tudo, amantes do futebol.
O livro conta ainda com prefácio do jornalista Mauro Beting.

“Nossa pretensão era alcançar uma única verdade, uma verdade absoluta. Engano nosso. Esta verdade não existe, nunca existiu. No jornalismo não há verdades inexoráveis, existem fatos, versões, contos, histórias, os dois lados da moeda. Diversas foram às vezes que o mesmo lado tinha dois lados. Foi com isso que nos deparamos. Hoje temos a nossa verdade, eu, Renato, tenho a minha, Gabriel a dele. Você ao ler o livro pode concordar, discordar e até mesmo encontrar mais uma história para contar.”
Renato Souza

Os autores
Gabriel Lopes Vieira é jornalista formado pela Universidade Bandeirante de São Paulo em 2010. Trabalhou na Federação Paulista de Futebol e no Comercial Futebol Clube.
Renato Ferreira de Souza é jornalista formado pela Universidade Bandeirante de São Paulo em 2010. Trabalhou no Portal Terra e no jornal Feira News.

ATÉ 19 DE AGOSTO
HORÁRIO: DAS 10H ÀS 22H
LOCAL: PAVILHÃO DE EXPOSIÇÕES DO ANHEMBI - AVENIDA OLAVO FONTOURA, 1.209 - SANTANA
EDITORA IN HOUSE
RUA G - ESTANDE 94

20 de junho de 2012

REALPOLITIK - ERA UMA VEZ UM TROÇO CHAMADO "COERÊNCIA"




É bastante incômodo este movimento crescente de elogios a uma suposta “coerência” da deputada-federal Luiza Erundina (PSB-SP), ao se recusar a subir no palanque ao lado do ex-prefeito Paulo Maluf. Ela teria dito, a interlocutores, que se incomodou ou ver Lula nos jardins da mansão de Maluf, confraternizando como se aquilo fosse normal.

Em 1988, não se esqueçam, Erundina se beneficiou do apoio do ex-governador Orestes Quercia - um Maluf menos histriônico e totalmente sem carisma - e de ter seu vice (Michel Temer, na época) escolhido pelo PMDB.

Qual a diferença entre Quercia e Maluf?

Erundina sabe e deveria vir a público explicar sua "coerência".

E você aí, ao elogiar a deputada, deveria relembrar que a "coerência", em política, é bem maleável. No entanto, "ética" é inegociável. E irredutível.

A campanha de 2012 será igual a de 1988? Não sei.

Para mim, pela repercussão do recuo de Erundina, será como qualquer outra campanha.


Rodrigo De Giuli