31 de maio de 2011

FUTEBIZARRICES - OS NOMES "ESTRANHOS" DO FUTEBOL BRASILEIRO 5

O nosso futebol segue nos brindando com lances maravilhosos, jogadas incríveis, gols que nem mesmo quem os faz consegue explicar e muito menos explicar aqueles errados sem o goleiro. A cada dia um novo craque surge em algum canto do país.

Mas disso tudo mundo já sabe. Meu foco continua sendo fora de campo, longe dos gramados. O Cartório e a irreverência, espiritualidade e criatividade dos pais de nossos jogadores na hora do registro. Depois de um passeio pelos times da principal divisão escolhi o que achei de mais estranhos.

Nesta nova lista figuram que me garantem dizer que a criatividade de pais e mães segue em alta.

Destaque para nomes como: Glaycon Rian do América de Minas, Wagerson do Atlético de Goiás e Jheimy do Mineiro. Revson do Avaí e Rhayner do rival Figueirense. Jóbson do Bahia, que numa tradução livre nada mais seria que “O Filho do Trabalho”. Welthon Fiel do Atlético Goianiense, fiel não foi seu pai ao lhe dar este nome. Temos até um 'trava-línguas' com Aderbar do Atlético Paranaense.

E quando a mãe quer um nome e o pai outro? Simples, surge um novo nome como Francinilson, jogador do Bahia. No minímo uma homenagem a Francisco e Nilson.

Kartjaneo, Jecimauro, Evaeverson, José Gildeixon, Henan, Edelvany, Fransérgio, Lee Winston Leandro, são apenas mais alguns exemplos.

E sigo com a pergunta, se Júnior é um adjetivo que denomina o mais jovem (de dois), como pode alguma pessoa ter Júnior como o primeiro nome?

Alguns nomes nem causam tanta estranheza, como Dagoberto, Rivaldo, Marlos, Luan, Liedson, Ralf, mas eu não tenho nenhum amigo com este nome e não conheço mais ninguém que os tenha além destes jogadores.

Bom, a lista segue logo abaixo. Tirem vocês suas conclusões, mas eu não me canso de alertar e pedir: divirtam-se, não usem como inspiração! Seus filhos agradecem.


América
Glaycon Rian de Oliveira
Sheslon Lucas Lima Sant´ana
Irênio José Soares Filho
Eliandro dos Santos Gonzaga

Atlético Goianiense
Wagerson Ramos dos Santos – Gerson
Welthon Fiel Sampaio
Anaílson Brito Noleto
Kenedy Silva Reis - Keninha
Claussio dos Santos Dimas – Pituca
Júnior César Moreira da Cunha - Juninho

Atlético Mineiro
Lee Winston Leandro da Silva Oliveira – Lee
Sidimar Fernando Cigolini
Patric Cabral Lalau
Réver Humberto Alves Araújo
Bernard Anicio Caldeira Duarte
Werley Ananias da Silva
Wendel Alex dos Santos
Richarlyson Barbosa Felisbino
Claudionor Souza de Jesus - Claudio Leleu
Sosthenes José Santos Salles – Neto Berola
Jheimy da Silva Carvalho
Wescley Gomes dos Santos

Atlético Paranaense
Aderbar Melo dos Santos Neto – Santos
Dalton Moreira Neto
Heracles Paiva Aguiar
Madson Formagini Caridade
Jenison de Jesus Brito e Brito
Carlos Robston Ludgero Júnior – Robston
Héverton Durães Coutinho Alves
Fransérgio Rodrigues Barbosa
José Kléberson Pereira – Kléberson
Henan Faria da Silveira

Avaí
Aleksander Douglas de Faria – Aleks
Revson Cordeiro dos Santos
George Lucas Coser
Erinaldo Santos Rabelo – Pará
Romano Rodrigues
Gian Francesco Gonçalves Mariano
Ildemar Arigone de Oliveira
Acleisson Scaion
Dinélson dos Santos Lima
Arthuro Henrique Bernhardt

Bahia
Omar Constante Reis Santos
Ruan Gusmão Pereira Borges
Jancarlos de Oliveira Barros
Danny Bittencourt Morais
Ávine Júnior Cardoso
Francinilson Santos Meirelles – Maranhão
Diones Coelho da Costa
Marcone Cena Cerqueira
Madson Ferreira dos Santos
Jóbson Leandro Pereira de Oliveira

Botafogo
Maicosuel Reginaldo de Matos
Laio Azeredo dos Santos
Elkeson de Oliveira Cardozo

Ceará
Erivelton Gomes Viana
Kartjaneo Barbosa de Arruda – Kate

Corinthians
Welder da Silva Marçal – Weldinho
Edenilson Andrade dos Santos
Ralf de Souza Teles
Liedson da Silva Muniz

Coritiba
Demerson Bruno Costa
Jecimauro José Borges
Hermenegildo da Costa Paulo Bartolomeu – Geraldo
José Gildeixon Clemente de Paiva – Gil
Rosimar Amâncio – Bill

Cruzeiro
Edinaldo Gomes Pereira – Naldo
Wallyson Ricardo Maciel Monteiro
Evaeverson Lemos da Silva – Brandão

Figueirense
Joílson Rodrigues Macedo
Gutieri Tomelin
Evanildo Borges Barbosa Júnior – Juninho
Lenny Fernandes Coelho
Rhayner Santos Nascimento


Flamengo
Júnior César Eduardo Machado
Adryan Oliveira Tavares

Fluminense
Klever Rodrigo Gomes Rufino
Willamis de Souza Silva – Souza
Edimo Ferreira Campos – Edinho
Clemerson de Araújo Soares – Araújo

Grêmio
Saimon Pains Tormen
Neuton Sergio Piccoli
Vilson Xavier de Menezes Júnior
Mithyuê de Linhares
Roberson de Arruda Alves
Lins Lima de Brito
Weverson Leandro Oliveira Moura – Leandro

Internacional
Fabian Guedes – Bolívar
Glaydson Marcelino Freire
Ubirajara Natan de Souza de Araujo – Natan
Bryan Jones Anicezio

Palmeiras
Eliton Deola
Lincoln Cássio de Souza Soares
Luan Michel Louzã
Rivaldo Barbosa de Souza
Edelvany de Andrade dos Santos – Andrade
Telmário de Araújo Sacramento – Dinei
Maximiliano Ezequiel dos Santos – Max Santos

Santos
Geuvânio Santos Silva
Elano Ralph Blumer
Alison Lopes Ferreira
Neymar da Silva Santos Júnior
Keirrison de Souza Carneiro
Rychely Cantanhede de Oliveira
Humberlito Borges Teixeira – Borges

São Paulo
Ilson Pereira Dias Junior – Ilsinho
Marlos Romero Bonfim
Rivaldo Vítor Borba Ferreira
Dagoberto Pelentier

Vasco
Marcilei da Silva Elias – Max
Jomar Herculano Lourenço
Luan Garcia Teixeira
Jumar José da Costa Júnior
Enrico Cardoso Nazaré

Renato Souza

25 de maio de 2011

REALPOLITIK - O POLITICAMENTE CHATO

Nos últimos anos passamos a ver uma crescente onda do que chamamos de “politicamente correto”. Pessoas com uma grande sensibilidade para fatos do cotidiano, sempre em defesa dos fracos e oprimidos, com uma quase vocação para super-herois.

Estão em todas, não importa se realmente estão engajados em alguma causa, eles apenas “causam” em prol de sei lá o que.

Se tornaram figuras conhecidas em marchas, protestos, passeatas, greves, lutas por direitos e deveres. Normalmente vão de contra ao resto da sociedade, e por incrível que pareça, sempre atingem seus objetivos. Fazem cara de bebê chorão para serem ouvidos e quando não são, berram tal qual uma criança desmamada.

Tornam-se verdadeiros chatos por se colocarem acima do bem e do mal, são os mocinhos que querem salvar o mundo e nós os vilões que fazemos de tudo para impedir.

Balela, somos todos farinha de um mesmo saco. Mas apontar o erro alheio é bem mais divertido.

Renato Souza

5 de maio de 2011

7SÉRIE: DRAMAS & MELANCOLIAS

Noches de juegos
Décimo Oitavo Capítulo - Más Lembranças, reencontros e desprazeres

Desirée era doida por João franco desde a infância. Ele fora o príncipe encantado, o Apolo a galopar o veloz baio que povoara seus sonhos adolescentes.

Já adulta e casada há algum tempo com Fuad Farah, ela sentia ainda tremer a alma quando ouvia qualquer comentário sobre o objeto do seu amor juvenil. Como eram de famílias próximas e possuíam um círculo de amizades comum, era corriqueiro terem notícias um do outro, ainda que vivessem distantes.

Logo que Alzirinha relatou que o irmão, agora defendia o pão vendendo seguros, Desirée não pensou duas vezes e, com a promessa de passar todos os seguros de seus bens - que não eram poucos -, para a carteira do objeto do seu platonismo, pediu que ele a visitasse. Não deu outra coisa, na semana seguinte lá estava o novo corretor, em busca de bons negócios, em frente ao portal da imponente mansão da amiga de infância.

Casado, na ocasião vivendo seu segundo casamento com Mariana, João não cogitava nada senão a ampliação de sua clientela. De qualquer maneira estava ansioso pelo reencontro e quando o mordomo o despejou na ampla sala, pode ver ao fundo, à beira da lareira, a bela silhueta de mulher. Pasmou, mas sem perder o prumo estendeu a mão e beijou-lhe doce e respeitosamente o rosto.

- Você está muito bem. O tempo tem sido generoso contigo. – João foi destilando frases de elevador e tratando de se sentar guiado pela voz suave e o brilho do olhar da amiga.
Naquela noite, pouco falaram sobre negócios. Passaram horas entretidos com bons vinhos e finos queijos. Ouviram música e riram com ridículas recordações. Na despedida agendaram para o fim de semana que, alongado pelo dia de São Paulo, proporcionaria a ocasião de apresentarem mutuamente seus esposos e filhos.

Chegou o 25 de janeiro e o dourado crepúsculo que banhava a porteira da fazenda Damasco tragou o automóvel que trazia João, Mariana e suas duas filhas.

- Velho, lhe juro por tudo que pode haver de mais sagrado, como não premeditei nada, nada, absolutamente nada. Quando percebi, já estava totalmente envolvido.

Com esta sentença, João, contrariado, iniciou a resposta ao questionamento sobre seu tumultuado romance, imposto por Jorge Onofre enquanto se encontravam velando o falecido Aristides, causa nobre e unicamente capaz de reaproximar duas figuras que há muito já tinham recíproco desprazer em se reverem.

Claudio Zumckeller