17 de julho de 2010

UMUNDUNU - CONFISSÕES DE ARISTIDES BORGES AMARO


Umas pérolas de Aristides Borges Amaro, o Tidão:

Encontro a figura chupando mexerica e saindo da feira livre, ele ia sobrecarregado pelo conteúdo de duas enormes sacolas.
- Diga lá Tidão! Fui dizendo enquanto lhe aliviava com uma das cargas.
- Opa! Como está, ilustre! Bom lhe ver, sobretudo com esse auxílio providencial. Vamos nessa!
E seguimos ladeira acima. Alguns passos e não deu outra, ele soltou o verbo:

- O Dr. me proibiu destilado. Agora só bebo ali em frente.
A família me entregou para os alcoólicos anônimos, preferi ser um bêbado conhecido. Meu melhor amigo Jack Daniels é um cachorro engarrafado.
A Dolores meteu o ovo em um copo de cachaça e depois de três dias, veio me mostrar o ovo apodrecido: nunca mais comi ovo.
Estou cismado com a luz do banheiro. Na madrugada passada, bastava eu abrir a porta e ela ascendia! Será que urinei na geladeira?
A Alzirinha, minha vizinha bancária, ao passar por mim e constatar minha embriaguez disse revoltada: bêbado!! Depois de olhá-la por alguns segundos, arrematei: Feiosa!! Ao menos amanhã fico bom!
Para a morte, entre Alzheimer e Parkinson, fico com o primeiro: a gente não lembra nada. Imagine levar o copo pro bico com aquela mão teimosa!

Já na entrada da Rua Franco Paulista avisto a Dolores vindo em nossa direção. Sorridente ela agradeceu e quis pegar a sacola, não permiti e só entreguei na cabeceira da escadaria que dá para o lar do casal.

- Obrigado, mano! Hora dessas lhe chamo pra um feijão turco.
Ave Maria!Vou aguardar, é a especialidade da Dolores!

Claudio Zumckller

2 comentários:

  1. Esse tal de Tidão é o mó cnversa mole!! Manguaça inveterado. Tá lôco mano!

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