31 de maio de 2010

UMUNDUNU - SOCIAL DISTORTION NO BRASIL


Um monstro no palco: Ness

O Social Distortion toca os últimos acordes de Ring of Fire, um cover de Johnny Cash, com a força de quem se despede de um público que o acolheu de forma intensa. Ao microfone, a promessa de um suado e sorridente Mike Ness, vocalista e fundador da banda, é a de que a volta ao Brasil na próxima turnê é certa. Terminada a décima primeira e última música do set list dos californianos, formados em 1978, a catarse de milhares de fãs se esvai com a mesma energia com que começou, uma hora e meia antes.

No dia anterior, Mike Ness, líder do Social D, ou SxDx, como são carinhosamente chamados pelos mais fanáticos seguidores da banda, já havia relatado, numa entrevista a um jornal diário de grande circulação em São Paulo, que esperava um público ávido, já que nunca esteviveram nos trópicos. Afundado desde o início da década de 1980 no vício de cocaína, Ness e sua trupe pouco viajaram além das fronteiras da Califórnia. Desta vez “limpo”, como ele mesmo se define, a história será outra. “Tenho força para viajar por mais 30 anos”, brinca o vocalista.

O dia 17 de abril é um novo marco aos amantes do punk rock. Umas das bandas seminais nascidas na esteira do movimento surgido com os Ramones, numa decadente Nova York de 1974, o SxDx surge quatro anos depois na ensolarada Orange County, berço de outros expoentes da cena punk, como Bad Religion, Pennywise e Ignite. Ness é o fundador do grupo e único integrante original. “Acho que os outros músicos não me aguentaram por causa de meus ‘caprichos’, causados em sua maioria pelas drogas”, relata. Hoje, mais calmo, o vocalista e guitarrista se diz zen. “É claro que ainda tenho problemas, mas tenho conseguido viajar mais e compor com a antiga raiva juvenil que fundou o SxDx”, explica.

Aos 49 anos, Ness define o momento como especial: “Vir à América do Sul, onde temos inúmeros fãs, é um novo começo”. Perguntado se a próxima turnê terá datas no Brasil, Ness é enfático: “Não tenho dúvidas. Tocar no Brasil, no Chile e na Argentina agora é obrigatório ao Social Distortion”. Os “ávidos” fãs do SxDx esperam por 2011.

Rodrigo De Giuli

3 comentários:

  1. Me arrependo muito de não ter ido! =/ beijos!

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  2. Nathália,
    Se a promessa de Ness for cumprida, você pode se redimir ano que vem. De acordo com ele, o retorno é certo. Quer dizer, basta que algum promotor de eventos traga-os! Patrocinadores, acordem!
    Beijos!

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  3. No ano que vm, se ainda estiver vivo, vou no show do SxDx no Brasil... O do Bad Religion e Pennywise (pq Dead Fish eu não conto), no anhebi, foi foda tbm, né não?

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