2 de fevereiro de 2010

REALPOLITIK - INCLUSÃO SOCIAL: PRECONCEITO E SOCIEDADE

O termo inclusão social é notório. Pauta no discurso de políticos, a ação é debatida ano após ano, inúmeros programas são realizados, mas algo não muda: o preconceito.

Apesar de estar presente nos discursos, a maioria das pessoas não conhece seu real conceito. Inclusão social diz respeito às pessoas que precisam ter acesso aos seus direitos, ao serviço público, educação, transporte, saúde e entretenimento, define a vereadora Mara Gabrilli. Qualquer pessoa que não tenha acesso a qualquer um desses direitos é um excluído social. E eles não são poucos.

Tudo seria muito fácil, uma correta distribuição de nossos impostos resolveria esse imbróglio. Mas não é isso que acontece. A má utilização do dinheiro depositado nos cofres públicos, e o sumiço de boa parte dele só agrava a desigualdade e dificulta a inclusão. A questão também é, principalmente, sociológica. O preconceito furtivo incrustado na minoria dominante da população, pelo negro, o deficiente físico, a mulher - que está vagarosamente mudando - e o idoso, atravancam qualquer ação positiva para uma modificação desse cenário.

A vereadora Mara Gabrilli, que é tetraplégica, fantasia o fim da prenoção da população e fala sobre outra dificuldade do deficiente físico na cidade: “Se conseguíssemos um antídoto mágico, que fosse jogado por toda São Paulo, para acabar com o preconceito das pessoas, ainda teriam as barreiras físicas”

Para tentar reverter esse quadro, inúmeras leis e projetos são feitos. Marcos Belizário, titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, conta com mais de 70 trabalhadores desenvolvendo diversas políticas públicas, como uma lei para os hospitais fornecerem uma ala para deficientes físicos, um acervo em braile nas bibliotecas, além de projetos na área da saúde, meio ambiente e transporte. Os programas de Mara Gabrilli vão do incentivo ao “cuidador”, que faz o papel das mãos e pés de tetraplégicos, regulamentar a intervenção feita nas calçadas pelas concessionárias, até a distribuição de fraudas e sondas para quem necessita.

Apesar dos projetos, é fato que um desenvolvimento sustentável só é possível com o fim do preconceito e a consciência de ser cidadão do ser humano.
Professora da PUC-SP e Doutora em Filosofia pela USP, Rachel Gazzola, finaliza: “Você pode fazer 10 códigos e não, necessariamente, ter um cidadão no sentido de que está incluído numa sociedade como um civil consciente de seus direitos”.

Felipe Payão

Um comentário:

  1. bom mais era para falar mais sobre o preconceito q existe sobre isso

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