28 de fevereiro de 2010

7ENTREVISTA - SAMBA, FUTEBOL, MACUMBA E PSICANÁLISE

O repórter Marcos Zibordi cede entrevista na redação da revista Caros Amigos. Em um papo descontraído, fala sobre a profissão de jornalista, cultura marginal, jornalismo literário e independente, entre outros assuntos.

(NOTA DO BLOG: Marcos Zibordi também foi professor dos 7cos, iluminando-nos com suas ideias e seu jornalismo visceral)

Quais as suas mais remotas lembranças?

Marcos Zibordi: Eu sou um cara do interior, nasci em Assis, que é uma cidade pequena. Eu tenho lembranças da rua de terra, da casa de madeira em que a gente morava. Lembranças de moleque do interior. Mas têm duas lembranças da infância que são muito representativas do porquê que eu resolvi ser jornalista. Uma sempre foi muito dolorosa pra mim, mesmo que eu não soubesse racionalizar aquilo que acontecia ali. Na esquina da minha casa passava um caminhão de um cara que levava as pessoas pra cortar cana, chama gato, por ironia, pois é muito esperto, ganhava dez para contratar e pagava cinco pro cara. E todo dia de manhã eu saía pra ir à escola e via aqueles caras na esquina esperando o caminhão e eles estavam sempre fodidos, quando voltavam do trabalho à tarde eu não via diferença nenhuma, a cara de alquebrado era sempre a mesma, de manhã, de tarde... Eu sou muito encanado com o trabalho, eu acho que é uma maneira de escravizar as pessoas, muito pouca gente trabalha naquilo que gosta, só trabalha pra sobreviver e é foda.

Outra lembrança é do meu pai, que mexia com madeira, tinha algumas propriedades, perdeu tudo e foi trabalhar na cidade como mero peão. Era engraçado porque meu pai só fez até o terceiro ano da escola e os engenheiros iam tudo lá em casa saber como se fazia os madeiramentos. Teve um dia que um engenheiro foi lá em casa com um pedaço de madeira e falou que a conta da madeira necessária que meu pai havia feito tinha sido tão exata que só sobrou aquele pedaço.

Qual a importância da sua formação para a carreira de jornalista?

MZ: Tem jornalista que pra mim ou é mal intencionado ou é ignorante, e se é ignorante, é mal intencionado, porque a profissão exige que você saiba das coisas, eu não falo isso como uma pessoa que sabe das coisas, eu falo isso como uma pessoa que se preocupa em saber dessas coisas. Já tive oportunidade de ver algumas vezes um certo relaxamento natural; o cara estuda um pouco na faculdade mas depois ele arruma um emprego numa certa posição, e para de ler.

Esses caras não entenderam que essa formação cultural faz bem pra saúde e não tem só a ver com status, é uma parada que te coloca no mundo e acho até que é uma medida profilática, antidepressiva. Muito da depressão do mundo é essa falta de entendimento das pessoas do porquê estão aqui, do porquê que estão fazendo certas coisas. O conhecimento te coloca numa situação de entender o porquê você está aqui fazendo isso, se fodendo e tal. Esses caras estão deslocados do mundo e isso começa na formação escolar, depois passa pela universidade. Aquela coisa de ler um capítulo do livro, isso é pernicioso, tem que ler o livro inteiro. Estudar para o jornalista é parte do trabalho dele, não deve servir para uma falsa ilustração, eu nunca tive nenhum interesse em falar de forma culta, isso é um verniz falso. Se você pôr um terno, falar três palavras diferentes, todos acham que você é inteligente. Eu acho até que tem professor que decora duas ou três palavras difíceis e joga lá no meio da aula e não vê a hora do aluno perguntar pra ele o que significa aquilo. Jornalismo é uma profissão de insatisfeitos, com o mundo, com o seu repertório, você nunca acha que tá bom; você leu todo o Machado de Assis, agora quer ler todo o Lima Barreto; agora, isso não deve servir pra você ficar pagando pau pros outros, no bar, citando poemas.

Qual a sua opinião sobre o jornalismo literário?

MZ: O jornalismo não tem nada a ver com a questão da literatura, porque ela não é feita para ser entendida de maneira didática, a literatura é complexidade, você não escreve no jornalismo pra pessoa decifrar, você escreve para a pessoa entender, se o cara ler duas vezes a mesma linha, já fodeu. Esse papo pra mim tem muito a ver com a falta de formação; de cada dez jornalistas que eu encontro pra falar sobre jornalismo literário, eu pergunto: O que é literatura então? O que é jornalismo então? Porque se é jornalismo literário você precisa saber pelo menos o que são essas duas coisas. Meu, nem os teóricos de literatura sabem o que é literatura, tem trocentos teóricos aí que não chegam a uma conclusão. Pode até existir jornalismo literário, mas esse discurso na boca dos caras é muito de novo a modinha, saca? Eles não leram "Notícias de Um Sequestro" do Garcia Márques, que é muito louco, que era um puta escritor, um puta enredo. Então esse papo pra mim é muito significativo dessa falta de formação, o cara não parou para pensar no barato, ele cai na onda da moda "Ah! Jornalismo literário! Nossa que massa, jornalismo literário!", parece até que ele é mais jornalista, ele não é mais jornalista, ele é jornalista literário, é além.

Na verdade, eu acho que eles estão confundindo autoral com o literário, porque, por exemplo, um texto teu em que aparecem as suas características de texto, as suas ironias, o seu vocabulário, o que ele está mostrando não é literatura ainda, o que ele está mostrando é estilo, agora o estilo é possível aparecer até num relatório científico, aliás, eu acabei de ler trocentos relatórios do Carlos Chagas, são belíssimas peças textuais, mas não chega a ser literatura, é estilo. Essa discussão é até irritante pra mim, jornalismo é precisão, referencial, a literatura é metalinguística. Como é uma profissão que aliena muito o jornalista, você não pense que fazer três, quatro matérias de lide por dia não aliena, aliena sim, e ganha pouco, é uma profissão de medíocres e tal, quando o cara fala que faz jornalismo literário parece que ele escapou um pouco dessa coisa tão comum, parece que ele não é mais o peão do texto, ele é um escultor do texto, dá um falso verniz. A poeira é o verniz do artista, o verniz é o imbecil.

No curso de jornalismo temos aulas em que o tema imparcialidade é enfatizado. Qual a sua opinião sobre isso?

MZ: Isso é falta de cultura de novo, além de falta de informação. Por exemplo, o Nietzsche tem o livro "A Gaia Ciência", faz cem anos que destruiu essa ideia - "Só os idiotas querem a objetividade"- tá escrito lá, depois vem Einstein com a teoria da relatividade -"pode ser isso mas também pode ser aquilo"-, essa objetividade é também um ponto de vista, é uma maneira de ser um ponto de vista, mas pra mim é irritante discutir isso com professores, com aluno tudo bem, os caras não chegaram nas ideias filosóficas e tal, mas os professores, que já fizeram doutorado, vir falar desse papinho de objetividade... pelo amor, ta louco! Não tem objetividade, não tem objetividade em nada, todo ato humano tem uma intenção, seria imaginar que os atos humanos fossem destituídos de intenção.

Como se a gente pudesse agir de maneira não intencional, isenta. Acho que filosoficamente e biologicamente isso é impossível, e é falta de repertório, têm milhões de textos falando que isso não tem nada a ver. O jornalismo nesse caso está atrasado em relação à ciência, porque se você for fazer um mestrado ou um doutorado, ta todo mundo ciente da filosofia de ciência, todo mundo ciente de que é um recorte. Lógico que você não pode deixar a tua opinião vazar demais, o controle da sua opinião é possível, eu posso falar merda pra caralho ou falar de maneira mais branda, o controle da sua opinião é possível, mas a ausência de opinião não. É assustador quando eu vou às palestras, eu dou muitas palestras por conta da Caros Amigos, e o cara pergunta isso.
Para com isso! Vai ler o Nietzsche, vai fazer alguma coisa. Isso é muito representativo, pra mim, da falta de repertório. Nós vivemos num mundo de complexidade, não vivemos num mundo de sim ou não, isso é besteira.

O jornalismo independente é uma alternativa para combater o domínio publicitário nas redações?

MZ: A internet pode dar essa alternativa pra gente, se bem, que já tem vagabundo fazendo as leis.

Engraçado isso, jornalismo é sempre dependente de alguma coisa, essa expressão é ruim, não existe imprensa independente, pode ser independente das grandes estruturas de poder. O problema do jornalismo independente é a publicidade, muito poucos jornais sobreviveram só da venda dos exemplares, a gente sempre vai depender da publicidade. Agora, o jornalismo independente pode florescer com a internet, como na ditadura, uma coisa meio assim, mas o governo anuncia com todo mundo. O grande salto seria se a gente conseguisse fazer com que a publicação só dependesse economicamente dos leitores. Porque daí o seu compromisso é com o cara, não é com o anunciante. Esse seria o grande salto, coisa que o "Pasquim" conseguiu, não tinha anúncio de ninguém, mas vendia 300.000 exemplares. O difícil é fazer com que o leitor seja o seu grande alvo, e se você ler isso por outro a lado, você vai ver que o jornalismo é filho-da-puta, porque nós temos compromisso com os anunciantes.

Você acha que a intenção do governo em regulamentar as publicações na internet é uma forma de barrar uma possível revolução no meio da comunicação?

MZ: É o preço da liberdade. Então nós vamos fazer o quê? Vamos deixar livre e correndo os riscos em prol de uma liberdade ou nós vamos meter uma medida de força? Nós fizemos um especial sobre o oriente médio, com uma página dupla belíssima, pelo messenger, conversando com neguinho que tava lá, que não podia telefonar, que não podia nada e passou pra gente um diário da guerra.

Tenho certeza absoluta que é pra isso. O filho do Camarinha, que foi muito tempo prefeito de Marília, ele é deputado, porque essas coisas eles vão reproduzindo, vai enraizando, é da tradição oligárquica do Brasil; ele apresentou um projeto em que toda lan house tinha que pegar o RG e o CPF. Você acha que pega? Pega nada! E esse movimento é um movimento da tecnologia, um movimento muito mais forte do que as leis. Movimentos sociais, movimentos da sociedade são muito mais fortes do que as leis! Eu tenho medo desses caras! Porque eu acho que eles querem cercear, a parada deles é cercear. No Mato Grosso, em lugares que a gente não cobre muito, tem nego descendo o pau, falando todas as verdades e isso aí que eles querem cortar. A internet te dá o lance do anônimo. O que é lindo, né? Eu sou a favor de correr esse risco em prol da liberdade do que sofrer as medidas de força. Se você pegar o projeto do cara você vai ver que é isso!

Você é ligado ao RAP. É porque esse movimento tem uma função jornalística dentro da comunidade e até na sociedade?

MZ: Mais do que isso, aliás, esse aspecto jornalístico do rap é o que há de menos na minha pesquisa. O que eu acho louco no RAP é que ele pode juntar muita coisa do que a gente falou aqui. O rap ele é a manifestação cultural mais importante que aconteceu no Brasil nos últimos anos. Ela está ligadíssima à questão da tecnologia. Porque hoje você faz um disco em casa, e não teria nada disso se estivéssemos dependendo de estúdio ainda. Um moleque tem um computadorzinho baleado e ali ele aprende a mexer, edita o disco na casa dele mesmo, é uma loucura. O rap traz à tona muitas das coisas que são essenciais na cultura brasileira. Ele traz à tona a reafirmação do espaço, a revalorização do espaço. Antigamente ele tinha vergonha, hoje é - "a minha quebrada, a minha área" -, lógico que isso aí tem uma série de defeitos, não estou aqui querendo tratar disso como o correto. Eu sou um cara de periferia, sei que os moleques têm altíssimos problemas de autoestima, tem muita menina que se prostitui na periferia não porque o filho tá passando fome, é porque ela quer comprar uma sandália louca. Me interessa no rap é a afirmação do território, que é uma coisa importantíssima para o Brasil, o brasileiro é meio destemporalizado, a gente acha que é só São Paulo e Rio.

A questão da afirmação da negritude, o Rap é um movimento de música negra, não significa que ele seja feito por pessoas negras, apesar de que tem muito negro na "fita", é mais pela coisa do tema, tocar no assunto do negro, de levantar o assunto do negro no momento em que o assunto emergiu na sociedade brasileira. Você tem aí um ministério de relações raciais, você tem a questão das cotas, a questão do negro é essencial no Brasil, o Rap trouxe isso. Outra coisa que eu acho do caralho no Rap é essa questão da tecnologia em prol da cultura, porque a tecnologia tanto pode ser uma coisa na vida quanto pode ser uma libertação.

E Rap tem uma coisa, que é muito da cultura brasileira, que é essa mistura, que pra mim melhor representado na cabeça de um Sabotage, de um Black Alien que são menos sectários e que fazem um discurso mais global. E tem essa coisa da relação com o samba também, o Rap passou pela mesma situação que o samba passou lá atrás, preconceito, é coisa de favelado, coisa de vagabundo. Então esses moleques que podiam estar matando, podiam estar roubando, hoje resolvem ser cantor de Rap, isso deu uma alta estima pra periferia, uma mudança completa na visão que eles têm das coisas, de valorizar a sua área, a sua gente, a sua fala. Tem muita gente muito mais importante do que eu na música, e que já falou isso, já gravou com os caras, porque eles entendem o que eles estão fazendo ali. E é um movimento que vem de baixo, que vem falando dessa autenticidade da periferia, é muito doido. As próprias idiossincrasias do movimento têm a ver com isso. Tem muitos caras que não vão à TV, para "foderem" a gente e tem isso até hoje, agora tem uns que vão porque entendem, que é necessário nós darmos a nossa cara lá, toda essa complexidade tem a ver com a discussão da cultura brasileira mesmo, se vai virar um produto da massa, ou se não vai virar um produto da massa.

O que é ser um produto da massa? Quem é a massa? Com quem você quer falar? O lance é o seguinte, tem gente que acha que é assim mesmo, trabalhar todo dia, receber um ticket alimentação, tal. Quando a pessoa se revolta, e faz coisas que não são certas perante a sociedade, e diz que é isso mais digno do que trabalhar por esse salário. Isso é uma visão embaçada da sociedade brasileira, pode até não estar correto, mais que isso, inverte totalmente a visão da coisa, o papel da coisa. Tem muita letra de Rap que diz isso claramente. "Não estamos entrando no crime, porque a gente está passando fome não, é porque ninguém vai ser escravo, de trabalhar por 300 contos, vai tomar no seu cú! Vou passar o 'bagulho'".

E isso muitas vezes está colocado claramente. Então isso tem a ver com uma questão do trabalho, de questionar isso e tal. Nunca houve no Brasil um movimento de periferia que se interessasse por fazer uma coisa, que é a quinta essência que a humanidade já criou, é a poesia, não que a poesia deles tenha chegado a Gandhi. Mas o que eles querem fazer? Eles querem fazer poesia na periferia, onde você podia pensar em fazer tanta merda. Que coisa mais improvável, num lugar onde não teve escola, não teve professor, não teve nada, esses moleques querem ser poetas? Espera aí, está acontecendo alguma coisa, não é possível. O cara vai querer fazer uma coisa que está lá do outro lado, do outro espectro, que não era pra ele. Então, eu vejo como um movimento cultural, é mais do que musical.

Eu vejo o Hip Hop como um grito que abre para várias situações. Esses dias um velhinho falou: “Esses moleques estão todos drogados”. Eu falei: “Tio, você acha que eles conseguem dançar meia hora, uma hora, duas horas cheirando cocaína? Você acha mesmo que eles estão drogados virando de cabeça no chão de ponta cabeça, você acha mesmo?”. A sociedade brasileira é machista, mas o próprio movimento discute isso, as próprias letras, a treta de um ficar cutucando o outro é um movimento que se auto discute. Não tem esse negócio de jornalista achar que nós somos amiguinhos.

Deixe uma mensagem.

MZ: Se a gente pudesse deixar uma mensagem final. Seria um antídoto contra tudo isso que o curso de jornalismo faz contra os caras que procuram ser grandes jornalistas, que é mediocrizá-los, acabar com a utopia deles, e não é utopia de mudar o mundo não, é simplesmente o cara querer ser um bom repórter, até isso eles matam. Como é que esses caras querem formar intelectuais se não têm repertório, se não são intelectuais? Sabe uma coisa que eu faço malandramente? É escroto, né? Mas toda vez que eu vou na casa de um jornalista ou de um professor, eu procuro ver onde estão os livros, vejo se lá tem livros. Porque pedreiro tem pá, tem martelo; serralheiro tem maçarico; jornalista tem livro! Você vai na casa do cara e olha na estante, tem todos os dvds de todo o mundo, tem todos os abajours, tem plantinha. Mas cadê os livros? O cara não tem!

Então, de repente, isso vale para os caras que estão fazendo jornalismo, e acho que a mensagem legal é isso. Têm muitos meios de comunicação, a área de revistas cresce pra caralho. Ao contrário de... Olha uma outra babaquice! "O jornalismo está acabando". Meu, eu só vejo surgir jornal, acabou de ser lançado um jornal de economia, o Agora, que era uma rede de jornal do interior, está vindo para a região metropolitana. A Caros Amigos é de 97, ela era a única revista nessa linha, depois veio a Carta Capital, veio a Piauí, veio a Brasileiros, veio Fórum. A Rolling Stone é a última, uma puta revista fodida. Agora você acha que qualquer zé mané vai escrever pra Rolling Stone. Não vai! Porque é uma revista nem só de música, é de música e cultura. Sabe quem é o subeditor, é o Pablo Miasal, o moleque tem 26 anos de idade, começou a fazer uma revista de games na faculdade e não deu atenção para os professores que diziam: "Onde já se viu fazer revista sobre game? Isso daí não tem nada a ver!" Não tem a ver?! Isso é o que tem a ver! Eles começaram a fazer o passo a passo dos jogos e ficaram milionários! É um moleque que foi transitar na parada, conhece de música, sabe de cinema, vai ao teatro e tá ligado no que está acontecendo no mundo.

E outra coisa, não é só transitar nesse circuitinho da cultura tradicional, é andar pelo mundo. É ir do crucifixo à xoxota! É samba, futebol, macumba e psicanálise! Sem esse papo de desistir, essa conversa não tem nada a ver, sem pensar que não vai rolar. Porque eu volto a dizer, é a única profissão em que os caras passam quatro horas todo dia te desestimulando a ser um membro dela. E eu nunca vi isso em outra profissão, só no jornalismo, só no jornalismo.


Colaboração de Renan Xavier, Fabio Vessio e Thiago Meloni

21 de fevereiro de 2010

REALPOLITIK – GUERRA DAS MALVINAS AINDA FAZ VÍTIMAS

Uma grande tempestade cai sobre la Plaza de Mayo. A poucos metros da Casa Rosada, sede do governo federal argentino, a figura curiosa de Carlos Javier Meléndez Ibarra, de 28 anos, protege-se sob uma lona preta, ao lado do acampamento que os veteranos da Guerra das Malvinas fazem no meio da praça, em que se destacam faixas branco-celestes com dizeres em preto.

Uma horda de turistas fotografa os vários piquetes que ocorrem durante o dia, com gritos de ordem e reinvindicações de aposentadorias para os veteranos, alguns amputados ou em cadeiras de rodas. Meléndez é filho do ex-soldado Oscar Orlando Meléndez, de 51 anos, que num ataque aéreo logo no início do combate perdeu as duas pernas. A praça, famosa pelas “La Madres de la Plaza de Mayo”, está cheia de ex-militares, todos uniformizados, portando bandeiras e faixas.

Meléndez pai nasceu em Catamarca, região noroeste da Argentina, capital da província de mesmo nome, numa pobre e numerosa família de agricultores. Seu pai era operador de colheitadeira, membro de uma cooperativa, e a mãe, professora do ensino primário. O então jovem agricultor que ajudava o pai na plantação de um latifundiário não gostava de estudar e não via perspectivas para ele numa fazenda em que ele não passava de “mero empregado”. Alistou-se no exército e, aos 18 anos, mudou-se para um quartel em Buenos Aires. Queria fazer carreira.

Eram os anos de ditadura na Argentina, instaurada em 1976, através de golpe militar, um dos mais duros e violentos de toda a América Latina. Milhares de desaparecidos, torturados e mortos nos porões dos quartéis. Meléndez pai diz que nunca viu torturas ou pessoas sendo mortas enquanto serviu na capital, “mas ouvíamos os gritos à noite, quando fazia silêncio no quartel”. De acordo com o ex-soldado, os militares, para se livrarem dos corpos, muitas vezes jogavam os torturados de aviões que sobrevoavam o rio da Prata, a 2, 3 mil metros de altitude. Ele garante, com a experiência e o convívio com outros militares, que muitos foram atirados ainda vivos.

Feliz em sua nova carreira, mesmo longe da família, aos 23 anos, Meléndez viu sua vida mudar ao entrar em prontidão, na manhã de 31 de março de 1982. Ele havia se casado um ano antes com uma bancária chamada Rosalina, na época com 21 anos. O conflito eclodiu no dia 2 de abril, quando o pelotão em que Meléndez pai servia desembarcou a 100 quilômetros de Port Stanley, capital do arquipélago. Mais numeroso que o Reino Unido, contudo menos equipado, o exército argentino sofreu uma derrota rápida e humilhante; a guerra durou pouco mais de dois meses, até o dia 14 de junho. Como saldo, 908 mortos, sendo 650 militares argentinos e 258 britânicos – 255 militares e 3 civis que viviam na capital. Meléndez pai só soube da gravidez quando retornou a Buenos Aires, muito ferido e já sem as pernas.

Para os argentinos que combateram na Guerra das Malvinas, no entanto, estas feridas ainda estão abertas. “Somos milhares de homens que foram separados de suas famílias para lutar pela honra argentina, mas estamos abandonados”, revolta-se Meléndez pai, cujo sobrenome lembra o do comandante argentino, o general Mario Benjamin Menéndez. “Tenho vergonha da forma como o país trata seus veteranos”, interrompe Meléndez filho, concluindo em seguida: “muitas das famílias dos soldados feridos passam fome porque sem braços ou pernas eles não podem trabalhar”.

Um grupo numeroso de ex-combatentes saiu de Bahia Blanca, no litoral da província de Buenos Aires, para protestar na Praça de Maio. Caminharam quase 700 quilômetros pelo país para chamar a atenção das autoridades, somando-se aos já acampados em frente ao palácio do governo. Enquanto eles gritavam palavras de ordem e faziam um tradicional panelaço, a presidenta Cristina Fernández de Kirchner estava envolvida em escândalos (o financiamento fraudulento do hotel de Nestor Kirchner, marido de Cristina e ex-presidente do país, em Calafate, além de denúncias de enriquecimento ilícito); em uma crise pela renúncia do presidente do Banco Central (amiga de longa data de Cristina, Marcó Del Pont, foi a escolhida para substituir o demissionário Martín Redrado, gerando críticas até mesmo de alguns aliados); problemas com a morosidade da Justiça (o midiático julgamento dos supostos responsáveis pelo acidente aéreo que, em 1993, causou a morte de 65 pessoas, conhecido como “Caso LAPA”; lá, como cá, não houve condenações); e o aumento da violência e do desemprego em todo o país.

As reivindicações dos veteranos são, em sua maioria, básicas: aposentadoria integral para todos os que combateram nas Malvinas, com a consequente promoção de posto; pensão para as famílias dos mortos na guerra; e reconhecimento dos mortos que nunca foram encontrados ou identificados. Meléndez pai acredita que o movimento dos veteranos nunca esteve tão perto de “conquistar um direito que colocará a Argentina no curso da história”. Carlos, o filho do ex-soldado, é ainda mais contundente: “só mesmo cumprindo com estas exigências é que se fará justiça com os heróis que defenderam as Malvinas dos invasores”.

As Ilhas Malvinas, ou Falklands para os britânicos, estão sob controle do Reino Unido desde 1833. Conflitos pelo controle das ilhas datam do século 17, quando França, Espanha e Inglaterra lutaram por elas. Os veteranos se aproveitaram de um acontecimento importante, uma vez que a Grã-Bretanha espera prospectar petróleo na região. O governo argentino, através de um decreto, da ajuda da ONU e do Grupo do Rio, quer o controle marítimo do local em que os europeus farão a exploração e que o arquipélago seja devolvido ao país sulamericano, que teve soberania nas Malvinas entre 1820 e 1833. Envolvida com denúncias de favorecimento e de fraudes, Cristina Kirchner também se aproveita do momento para atrair simpatia para uma causa que é cara aos argentinos. “Espero que os acontecimentos das Malvinas chamem atenção para as necessidades dos veteranos, e não seja apenas uma questão política de soberania nacional”, espera Oscar Meléndez.

Em 1982, com as manifestações internacionais contra as torturas e assassinatos perpetrados pelo regime militar e o contínuo crescimento da oposição interna à ditadura devido à inflação alta e degradação das condições econômicas no país, o general Leopoldo Fortunato Galtieri, então chefe da junta militar que governava a Argentina, invadiu o arquipélago, liderados pelo general Mario Benjamín Menéndez. A soberania das Ilhas Malvinas é um tema que impele o imaginário argentino ao patriotismo, sobretudo no período em que os militares comandaram o governo. A resposta da Grã-Bretanha foi imediata. Governado pela primeira-ministra Margareth “Dama de Ferro” Thatcher, o país teve o apoio da Commonwealth (Comunidade das Nações Britânicas), da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

A Guerra das Malvinas durou 75 dias. Vencido, o comandante Menéndez assinou a rendição no dia 14 de junho. Para os ex-combatentes argentinos, no entanto, o conflito ainda não terminou e, possivelmente, ainda estaria longe de acabar: “enquanto o governo não atender às nossas reinvindicações, não deporemos as armas”, diz um exultante Oscar, sob o olhar orgulhoso de Carlos, as duas gerações feridas dos Meléndez, cujas cicatrizes marcadas na pele doem menos do que o esquecimento dos que deveriam honrá-los.

Rodrigo De Giuli

15 de fevereiro de 2010

UMUNDUNU - UM ESTUDO ESTRITAMENTE ANTROPOLÓGICO - BUENOS AIRES PARA OS "COMUNS"

Da janela do hotel vejo uma profusão de veículos pretos com o teto amarelo. O cheiro de carne assada que vem do restaurante ao lado é muito forte. A avenida Corrientes, com seus inúmeros teatros e parrillarias, está congestionada. Turistas caminham pelo centro de Buenos Aires com máquinas fotográficas e filmadoras. A língua portuguesa é onipresente, você se sente em casa, se achar que estar ao lado de brasileiros seja reconfortante. Como eu não penso assim, fujo deles como o Diabo da cruz.

Permito-me um passeio a pé pela bela capital argentina, apesar da chuva. Passo diante dos clichês de sempre, avenida Nueve de Julio e o Obelisco, Casa Rosada, avenida de Mayo e o mais que centenário Cafe Tortoni, a bela livraria El Ateneo com suas ótimas edições de Jorge Luís Borges ou Julio Cortázar. Meu interesse, contudo, é bem mais mundano – ou humano, pode-se dizer. Quero ver como vivem os portenhos “comuns”, povo trabalhador como o brasileiro, entretanto mais culto e politizado.

Para isso, elejo um quesito para que eu analise o “argentino médio”. Como sou basicamente um turista, não posso perder tempo dentro de um banco ou supermercado, vendo-os trabalhar; tampouco visitar uma fábrica, pois poderia atrapalhar o objeto pesquisado. Penso e, rapidamente, encontro uma resposta satisfatória: futebol, o esporte das massas. Ver uma partida de futebol num estádio argentino seria um estudo antropológico curioso, senão divertido, por que não? Em La Bombonera, com sua “mística”, seria ainda mais interessante.

Compro, numa agência de turismo, um pacote chamado Boca Experience – o nome pomposo não esconde a pequena fortuna gasta com os ingressos para ver Boca Juniors e Lanús, com minha esposa: US$ 300 – sim, dólares, em verdinhas, nada de pesos ou tarjeta. O jogo é válido pela segunda rodada do Clausura (uma espécie de segundo turno do campeonato argentino, que acompanha o calendário europeu, sábia decisão). Uma van da agência viria nos buscar no hotel.

Na hora combinada, nosso guia, Javier Burcnich, 26 anos, um rapaz magro e baixo, nos dá as credenciais e o par de ingressos. No interior da van, dois casais de ingleses, um por volta dos 60 anos, o outro nos 30, um alemão com a camisa do Boca, um mexicano e dois norte-americanos que falavam espanhol. No caminho o silêncio era quebrado pelo guia, tentando ser simpático, mas que confundia os idiomas e falava inglês comigo, portunhol com o casal de ingleses mais velhos – pobre Javier.

Em menos de uma hora chegávamos ao bairro da Boca, famoso pelo rio Riachuelo, pela Viejo Puente de la Noria e o Caminito (outro clichê bonairense), uma pequena favela em que turistas tiram fotos e aprendem, com muita dificuldade, a dançar tango. A pequena rua com casas construídas com chapas de metal, todas coloridas, de janelas e portas minúsculas, por onde famílias inteiras pedem trocados aos turistas.

A van estaciona a 20 metros do estádio. Somos convidados a comer bife de chorizo ou morcillas (um embutido, parecido com uma linguiça, feita sem carne e recheada com sangue coagulado, geralmente de porco) com um pão seco e duro, por módicos 12 pesos (uns 5 reais, no câmbio do dia), num bar tradicional ao lado do estádio La Bombonera, famosa casa dos xeneizes. Pode-se fazer compras no Quique, hincha fanático do Boca que montou uma lojinha cheia de tralhas azuis e ouro – mas onde se encontram até camisas do River Plate, do Racing, do San Lorenzo ou do Independiente. O vendedor usava uma camisa do Palmeiras, baita orgulho! Veja na foto que há um cachecol do Verdão atrás de nós.

Com as credenciais penduradas no pescoço, passamos pelos bloqueios policiais e, após deixar os ingressos nas catracas, entramos no Museo Boquense – nada mais do que um corredor com relíquias de jogos históricos, fotos e camisas de Maradona e alguns vídeos de gols do Boca. O som das arquibancadas invade os corredores internos do estádio. Os gritos e cantos ritmados fogem do padrão brasileiro de autoexaltação das torcidas – na Argentina, a comemoração da hinchada é pelo time, e nada mais.

Já na arquibancada exclusiva – e coberta, graças aos 300 dólares! – de cativos, é possível ver idosos com seus filhos e netos, todos devidamente uniformizados com a camisa azul y oro ou cachecóis do time de maior torcida na Argentina. Vendedores gritam “tiengo los 3 ‘C’, cafe, Coca, cerveza, cafe, Coca, cerveza”, com uma tábua pendurada abaixo do braço esquerdo, amarrada numa cordinha fina em volta do pescoço, e vários copos de papelão cheios com os 3 “C”, café, Coca-Cola e cerveja Quilmes – uma espécie de Kaiser piorada.

A partida em si foi muito ruim, apesar do bom resultado para os xeneizes: 3 a 1, gols de Medél, Palermo e Erbes. Castillejo descontou para o Lanús. A chuva que caiu durante todo o dia em Buenos Aires atrapalhou o futebol de toques rápidos do time da casa, especialmente quando eles contam com um craque, o melhor jogador do time: Juan Román Riquelme. Mesmo nos piores momentos do Boca, la 12, como são chamados os barrabravas da curva norte, não parou de incentivar a equipe.

Na saída do jogo, nenhum tumulto. Pensei que fosse pelo fato de ser uma partida menor, diante de time em que a torcida não comparece fora de casa. No entanto, Marcelo Russo, 25 anos, também guia da agência, contou-me que mesmo no Superclassico (apelido do clássico contra o River Plate, maior rival do Boca), as confusões diminuíram e que só ocorrem longe do estádio – em estações de ferrocarril (trem) e do subte (metrô bonairense). Senti-me em casa!

Tanto Javier Burcnich como Marcelo Russo, os dois guias da agência que nos acompanharam, são boquenses. Estavam felizes em mostrar esta faceta do portenho para estrangeiros que, certamente, levarão mais este lugar-comum da bela Buenos Aires para seu local de origem. Eu, contudo, de espírito crítico, sempre 7co, sobretudo sendo palmeirense, sou obrigado a dizer: não concordo com a maioria dos clichês portenhos – existem alguns, como o mau humor crônico dos garçons! –, mas assistir a uma partida no La Bombonera é realmente diferente.

Rodrigo De Giuli – o repórter NÃO viajou a convite de ninguém; todas as suas despesas foram pagas pela agência “Suor da minha testa”.

12 de fevereiro de 2010

REALPOLITIK - ESTÁ NA HORA DE RETOMAR A TELEFÔNICA

No final da década de 1990, sob a influência de Margareth Thatcher, Ronald Reagan e Wall Street, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu privatizar tudo que pudesse, e na sua lista o item mais importante eram as telecomunicações. Por dar a máxima importância ao assunto, colocou seu melhor amigo e principal colaborador, Sérgio Motta, no Ministério das Comunicações, com a principal missão de privatizar a Telebrás. A idéia corrente na época era de que o Estado não tinha condições de investir nem de ser um bom administrador de empresas. Este conceito mostrou-se falso na última década.

Antes de prosseguirmos, é importante, muito importante, destruir um mito. O de que a antiga Telebrás e suas subsidiárias eram incompetentes, ineficientes, lentas, burocráticas e incapazes de prestar os serviços de telecomunicações necessários exigidos por uma sociedade moderna. Mostrarei por que isto não é verdade.

A Telebrás tinha sede em Brasília, e atuava através de subsidiárias, uma em cada Estado brasileiro. Estas operadoras, todas, sem exceção, tinham lucros consideráveis todos os anos. Os balanços anuais da Telebrás e de suas subsidiárias estão nos arquivos dos jornais, da Anatel, do Ministério das Comunicações, e confirmam isso. Com estes lucros, a Telebrás e suas empresas poderiam facilmente investir, implantar novos sistemas e instalar milhões de telefones para os brasileiros. Os recursos, na época, eram da ordem de bilhões de dólares, nada inferiores aos valores que as operadoras privadas “investem” atualmente (voltarei a este tema mais adiante).

Durante os governos militares, entre 1964 e 1974, nestes 10 anos, a Telebrás teve grande autonomia de ação, pois os generais e militares que governavam o Brasil viam as telecomunicações como um setor estratégico para o desenvolvimento e a defesa. Quando entrei na Telesp, subsidiária da Telebrás em São Paulo, em 1973, não havia necessidade de concurso público: a empresa admitia seus funcionários através de um Departamento de Recursos Humanos, como qualquer outra organização, com base em testes, entrevistas, comparação entre candidatos etc. Nosso orçamento era administrado pela própria Telesp e pela holding, a Telebrás, e inteiramente gasto e aplicado dentro do sistema de telecomunicações.

Quando entrei para a Telesp, o Brasil todo tinha 3 sistemas de micro-ondas – um ligando o Rio a São Paulo, outro ligando São Paulo a Campinas e um terceiro ligando o Rio a Brasília.

Os militares criaram um fundo para que o sistema de telecomunicações pudesse expandir-se e manter-se financeiramente robusto. Era uma taxa, cobrada em todas as contas telefônicas, chamada FNT, ou Fundo Nacional de Telecomunicações. Por lei, este dinheiro, que era de bilhões de dólares, deveria TODO ser aplicado na expansão, ampliação, manutenção e operação das telecomunicações do Brasil.

Estes recursos foram aplicados de forma ética e profissional por um grupo de jovens profissionais vindos da universidade na década de 60, engenheiros acima de tudo, gente com pós-graduação na França, nos Estados Unidos etc., e orientados por engenheiros militares – homens sem qualquer orientação ideológica, mesmo naquela época da Guerra Fria. Entre os anos de 1968 e 1978 o Brasil passou de apenas 3 ligações de micro-ondas para uma rede de torres com altura de até 100 metros, cobrindo desde Manaus a Porto Alegre, de Corumbá a Natal. Dezenas de milhares de quilômetros de micro-ondas, interligando o País. Implantou-se a Discagem Direta a Distancia, que hoje é considerada corriqueira, mas, antes da Telebrás, para se falar com outra cidade tinha de ser através da telefonista.

A Embratel, encarregada dos troncos de longa distância, mandou seus engenheiros especializarem-se no Japão, Estados Unidos, França, Itália. Assim, os recursos do Fundo Nacional de Telecomunicações foram usados da forma prevista em lei, e eficientemente.

Ocorre que nos últimos governos militares, ou seja, dos generais Ernesto Geisel e João Figueiredo, e posteriormente já sob a presidência de José Sarney, que somam 16 anos (note bem, 16 anos), a Telebrás viveu sob uma série de limitações e restrições. Foi a época da hiperinflação, em que em apenas um dia a moeda brasileira perdia mais de 1% ou 2% de seu valor. Em um ano a inflação era de mais de 1.000%.

O ministro todo-poderoso na época dos militares era o hoje deputado Antônio Delfim Netto. O Brasil havia contraído pesadas dívidas com bancos estrangeiros, e havia uma enorme pressão do governo americano, do FMI e do Banco Mundial para que esta dívida fosse paga dentro do prazo. E não conseguíamos. Todos os anos renegociávamos a dívida. Deixávamos de pagar, atrasávamos os pagamentos. Delfim, então, criou um “Fundão”. Ilegal, mas na época nada que os militares e seus amigos resolvessem era ilegal.

Delfim determinou que os recursos de todos os fundos setoriais, como era o caso do Fundo de Telecomunicações, fossem diretamente depositados no Fundão, e que não fossem mais aplicados nos setores respectivos. Então, a partir da década de 1980, a Telebrás foi forçada a renunciar aos enormes recursos do FNT e colocá-los no Fundão. Mas a coisa ficou ainda pior. Delfim criou um organismo chamado Secretaria de Controle das Estatais (Sest). A função desta secretaria era administrar as estatais. Literalmente.

Então, também a partir dos anos 1980, a Telebrás, todos os anos, elaborava seu orçamento de investimentos e de gastos em operação para o ano seguinte, e seu presidente era forçado a ir negociar estes números com a Sest. Nesta última, quem mandava eram os jovens economistas discípulos de Delfim Netto, preocupados apenas em pagar a famosa dívida externa, e sem nenhuma sensibilidade para um conceito mais amplo e estratégico de desenvolvimento da infraestrutura do País, em estradas , transportes, ferrovias (sucatearam toda a rede ferroviária do Brasil) e telecomunicações.

Então, a Sest analisava os planos da Telebrás apenas do ponto de vista econômico, e ainda assim com a estreita visão de verificar o quanto a Telebrás poderia contribuir para a redução da dívida externa – não comprando equipamentos importados, não gastando em pessoal etc. O nível de controle central e de opressão da Telebrás chegava ao ponto de que qualquer reajuste de salários tinha de ser aprovado pela SEST, qualquer aumento no número de funcionários da Telebrás tinha de também ter sua aprovação. Os gastos com operação, com pessoal, com equipamentos, os investimentos em novos sistemas, tudo tinha de ser aprovado pela Sest.

Pense um pouco no martírio que é para uma empresa de alta tecnologia, que tem de atuar num mercado ágil e em contínua mudança, ter de solicitar à Sest aprovação para aumentar o número de funcionários de 50.356 para 51.896, por exemplo – não estou exagerando, estes fatos ocorreram. Nós, executivos da Telebrás, estávamos constantemente frustrados pela camisa de força da Sest, e impedidos de reagir contra ela – até porque o presidente da Telebrás era um general (muito íntegro, respeitado por todos, mas nenhum general descumpre uma ordem superior).

E ainda ficou pior. Uma vez aprovado pela Sest quanto a Telebrás podia investir, era necessária a aprovação do Congresso Nacional. Permitam-me insistir – a Telebrás, em determinado ano, lucrava US$ 4 bilhões. Propunha à Sest investir em novos sistemas US$ 2 bilhões, por exemplo, a fim de atender à demanda telefônica, que não era atendida. A Sest fazia seus cálculos cabalísticos e informava à Telebrás que só poderia investir US$ 1 bilhão – o restante iria para ao pagamento da dívida externa. A Telebrás obedientemente investia apenas o autorizado, e a demanda ficava não atendida, as pessoas frustradas, revoltadas, porque devido a esta limitação artificial de recursos e ao fato de não dispor mais do dinheiro do FNT, os prazos para receber uma linha telefônica nova eram de 2 ou 3 anos. Repetindo: a Telebrás tinha dinheiro e não a deixavam gastar. O sistema telefônico estagnava, e a culpa era atribuída erroneamente à nossa empresa de telecomunicações.

O orçamento de investimentos já drasticamente reduzido pela Sest era então submetido ao Congresso, que fazia novos cortes. E enquanto o Congresso não aprovasse, a Telebrás não podia investir sequer o que a Sest havia autorizado.

Essas eram as condições de governança da Telebrás. Apesar de seu porte, de ser lucrativa, de ter um mercado ávido, de possuir recursos financeiros e humanos, era impedida de trabalhar como uma empresa, e forçada a funcionar como uma repartição pública. Os governos civis mantiveram o Fundão, mantiveram o controle da Sest, e a Telebrás continuou engessada, para frustração do público e dos profissionais que nela atuavam, e que queriam atender às necessidades em telecom do Brasil.

Criou-se então, propositalmente ou não, a imagem de que “o Estado não sabe administrar”. Pelo visto acima, não era uma questão de ser ou não administrada pelo Estado e sim de ter liberdade de funcionar como uma empresa. Na mesma época, a Petrobrás era dispensada destes controles, ou, se os havia, ela os ignorava, e continuou expandindo-se, no Brasil e no exterior. Prosseguiu nas pesquisas de extração no mar, assinou parcerias com outros países etc. Já a Telebrás foi ficando cada vez mais desmoralizada, por se submeter aos cortes e à perda de seu fundo de expansão.

Era a década de 1980, e a moda eram as privatizações na Inglaterra feitas por Margareth Thatcher, era a implantação do “Modelo Competitivo” nos Estados Unidos. Ambas as ideias mostraram-se inadequadas e ambiciosas demais. Margaret Thatcher vendeu as ferrovias, as estradas, as telecomunicações, tudo. Ainda durante seu governo houve pelo menos 4 grandes acidentes ferroviários, consequência de má administração nas ferrovias privatizadas. Já nos Estados Unidos, a filosofia ultracapitalista da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), a Anatel americana, era de que, se fossem vendidas licenças para que outras empresas concorressem com as telefônicas do Grupo AT&T, também chamado Grupo Bell, a concorrência seria benéfica para o consumidor. Venderam então licenças para operar sistemas de telefonia fixa, celulares, de longa distância. A concorrência nunca decolou.

Após mais de 20 anos, as novas operadoras não haviam conseguido mais do que 10% do mercado. Simplesmente porque a ideia é inviável. Imagine-se que o governo deseje implantar “concorrência” no sistema de fornecimento de energia elétrica. Venda uma licença para operar a distribuição de eletricidade. A empresa ganhadora da licença teria de fincar milhões de postes, lançar milhões de quilômetros de fios, para poder chegar na sua casa. Evidentemente seria impossível investir tudo isso e ainda ser lucrativa. O mesmo ocorre em telecomunicações, com raras exceções. É impossível a real competição, porque já existe uma operadora com uma rede imensa de cabos e fios, de sistemas, e quem quiser concorrer vai ter de investir bilhões de dólares, com retorno duvidoso. Por isso a competição não funcionou nos Estados Unidos, nem na Europa, e nem no Brasil.

Aqui, então, surfando na ideologia mundialmente aceita na época de que o Estado é mau administrador e de que “a competição é sempre benéfica para o consumidor”, o governo de Fernando Henrique Cardoso decidiu fazer o que a Inglaterra havia feito – vender a operadora estatal de telecom e abrir licenças para competidores. Com a venda dos ativos estatais, o governo recebia dinheiro para terminar de pagar a dívida externa, e com a venda de licenças para outros concorrerem no mercado de telecom, também recebia polpudos recursos para aplicar onde quisesse. E, teoricamente, quem comprasse a Telebrás iria usar seu próprio dinheiro para investir e melhorar as telecomunicações no Brasil.

Vendeu-se então a Telebrás, dividida em quatro partes – a Embratel, que tinha todo o sistema de longa distância e de transmissão de dados, e a telefonia fixa local agrupou-se em três empresas: uma em São Paulo, a Telesp, outra cobrindo o Sul e o Oeste, e uma terceira cobrindo o Nordeste desde o Espírito Santo até o Amapá.

No caso de São Paulo, venceu o leilão a Telefónica de España. Grandes esperanças, grandes comemorações. Mas logo uma nova realidade desabou sobre a Telesp. Chegaram os espanhóis. Inicialmente colocaram um espanhol “grudado” a cada gerente brasileiro. Em seguida demitiram os brasileiros. Hoje não existe na atual Telefônica, ex-Telesp, ninguém com mais de 10 anos de casa. Toda a memória profissional da empresa foi perdida.

Implantaram desde o início a famosa mesa de compras, uma instituição de caráter financeiro extremamente prejudicial à própria Telefônica – mas o sistema vinha sendo usado na Espanha, por que não no Brasil? Consiste do seguinte: a empresa faz uma concorrência, como é normal. Convida cerca de 5 a 10 participantes. Uma análise de preços é feita, bem como uma analise técnica. Escolhe-se o vencedor, com o menor preço e a melhor proposta técnica. Normalmente o processo de compra terminaria aí, com a assinatura do contrato e implantação do sistema. Mas na Telefônica é diferente.

O processo vai para a mesa de compras, na qual os executivos são remunerados em função dos descontos que conseguem. Chamam a empresa vencedora, e comunicam (sim, não negociam, comunicam) que se o vencedor não der um desconto de, por exemplo, 20%, nada feito, o contrato não será assinado. A empresa escolhida preparou a sua proposta com base em dados de custos, de mercado, prevendo certo nível de compras, certo número de homens-hora de profissionais etc. É obrigada a aceitar a redução imposta pela Telefônica, assina o contrato, o espanhol da mesa de compras fica mais rico com um enorme bônus, e o usuário brasileiro é o único prejudicado. A fim de conseguir implantar o sistema pelo novo preço, agora drasticamente reduzido, o fornecedor tem de fazer cortes.

Reduz a qualidade do material, a qualidade da mão-de-obra, reduz a confiabilidade dos sistemas, enfim, adapta sua proposta ao que vai receber. E assim a Telefónica foi ao longo destes últimos 10 anos expandindo as telecomunicações no Estado de São Paulo, da forma mais barata possível, e com baixíssima qualidade e confiabilidade.

Mas pelo menos os espanhóis investiram, trouxeram dinheiro da Espanha, verdade? Infelizmente, não. A Telefónica de España não enviou de Madri um único euro para investir no Brasil. Todo o investimento feito aqui pela Telefônica usou receitas obtidas aqui mesmo. Ou seja, quem pagou os investimentos – mal feitos – da Telefônica foi o consumidor brasileiro – e os bancos brasileiros, principalmente o BNDES. Veja bem, vendemos a Telesp aos espanhóis, estes usaram nosso dinheiro para investir e obter lucros enormes que mandam para a Espanha. Além disso, criaram um enorme desemprego no setor – a privatização da Telebrás colocou na rua em dois anos nada menos do que 200 mil pessoas. Sim, 200 mil profissionais foram dispensados. Para dar lugar aos espanhóis ou para fazer economias que no futuro iriam cobrar um pesado preço sob a forma de péssimo serviço e falhas no sistema.

A Telefônica terceirizou tudo que foi possível, começando pelo atendimento. Vendeu o setor de atendimento à empresa espanhola Atento, de propriedade da Telefónica de España. Note: de propriedade da Telefónica de España. Ou seja, a Telefônica Brasil compra os serviços da Atento, paga pelos serviços, a Atento lucra com eles, e remete seus lucros diretamente para Madri. Terceirizou manutenção de prédios, operação dos sistemas, manutenção, tudo. Os projetos são feitos pelos fornecedores, a engenharia idem. Não existe na Telefônica, hoje, um grupo de profissionais de telecom. Ela é nada mais do que a marca. O resto é de terceiros. E mais uma vez feito de forma impositiva e leonina, pois os fornecedores que implantaram os sistemas são chamados e informados de que terão de tirar os defeitos, operar, manter etc. O fornecedor faz seus cálculos, usando o número adequado de homens, de veículos, equipamentos de teste etc. Apresenta uma proposta, e a mesa de compras exige -mais uma vez – enormes descontos. O fornecedor tem de ceder, mas de novo reduz o número de pessoas, de veículos, de equipamentos, reduz a qualidade da mão-de-obra, faz cortes drásticos para poder cumprir o contrato e ainda ter lucro.

Neste ponto cabe uma pergunta: como pode a Telefônica imaginar que um determinado serviço que ela anteriormente fazia com mão-de-obra própria ser feito por outra empresa, que irá obrigatoriamente colocar uma margem de lucro, e ainda assim ficar mais barato do que se a operadora o fizesse? Não há lógica.

Não se terceiriza jamais o contato com o cliente. É por isso que as empresas aéreas não terceirizam pilotos e aeromoças. Seria inimaginável. E, no entanto, fomos levados aceitar como normal que um atendimento para uma reclamação de defeito numa rede de altíssima tecnologia seja feito por uma mocinha que não tem nenhum vinculo com a Telefônica, nenhum interesse em realmente resolver seu problemas, que não tem a mínima ideia do que é o sistema, que foi treinada como um autômato para burocraticamente anotar a reclamação e passar adianta. Cujo tempo de atendimento é rigidamente controlado e não pode superar 90 segundos. Que mesmo para ir ao toalete tem horários determinados. Tudo para que Madri tenha mais lucros.

No último trimestre o faturamento da Telefônica na Espanha caiu 4,2%, enquanto na América Latina cresceu 4,8%. Traduzindo: os cortes de pessoal no Brasil, as economias e cortes de custos que provocam panes e apagões, ajudam a aumentar o lucro da Telefônica no mundo. Quem sustenta a empresa somos nós, latino-americanos, e não os espanhóis. Sabe por quê? Porque na Espanha ela não poderia tratar o cliente da forma que faz aqui. O governo espanhol imediatamente trocaria toda a diretoria da empresa.

Mas então, cabe a pergunta: se a Telefônica veio para o Brasil para atender ao Estado de São Paulo, não investiu recursos próprios, é campeã de reclamações no Procon, tem um histórico de falhas, defeitos e panes inédito em todo o mundo, o que ela está trazendo de positivo para o Brasil? Não traz dinheiro, não traz know-how, piorou os serviços.

Pare um instante, leitor, e honestamente responda: no dia de hoje, quem é melhor administrada: a Telefônica em São Paulo ou a Petrobrás?

Quiséramos nós que as telecomunicações em São Paulo tivessem o mesmo nível que a extração, o refino e a distribuição de combustíveis. Logo, não é verdade que “o Estado não sabe administrar”. Mesmo com alguma interferência política que sabemos existir, a Petrobrás é eficiente, respeitada aqui e lá fora, e não sofre de apagões de combustível.

Apenas para reforçar o argumento, e o Banco do Brasil? É estatal e luta no mercado bancário em condições de igualdade, dá lucros enormes e ninguém acusa a diretoria do BB de ser inepta devido ao fato de a empresa ser estatal.

Então, esta ideia de que empresa estatal é por definição lenta, obsoleta, com gente preguiçosa e ineficiente, é uma inverdade. Temos de olhar a realidade, sem ideias preconcebidas, e reconhecer que o mundo mudou, Marx está morto, mas o capitalismo selvagem também, e que temos de ser criativos e repensar alguns conceitos. E algumas decisões do passado.

Nessa linha, olhando o que a Telefónica de España fez no Brasil nos últimos 10 anos, parece-me que fica claro que não fez nada melhor ou nada mais do que a própria Telebrás teria feito se tivesse a liberdade de que sempre gozou a Petrobrás. Se tivéssemos mantido a Telebrás e a liberado para investir seu próprio dinheiro, hoje teríamos uma empresa poderosa, eficiente, brasileira, e certamente atuando com competência no exterior, como é o caso da Petrobrás.

Chegou a hora. Vamos aproveitar o momento de transformações por que passa o mundo, o novo status que o Brasil ganha, e o péssimo nível dos serviços da Telefônica, para comprá-la de volta, colocá-la em mãos brasileiras, com gente que tome decisões com base no cliente brasileiro e não com base em aumentar os lucros que manda para Madri. O Brasil todo irá aprovar.
Poucos sabem, mas a Telebrás ainda existe, não foi extinta, permanece como que “em estado de hibernação”. Tem sede em Brasília, com meia dúzia de funcionários que cuidam principalmente de comunicações governamentais.

O contrato de concessão assinado pelo governo brasileiro com a Telefônica, no Capitulo XXVIII, trata da extinção da concessão. Podemos a qualquer momento informar aos espanhóis que nossa paciência se esgotou, que temos gente igual ou melhor do que eles, e que queremos as telecomunicações de São Paulo de volta. Compramos a empresa de volta. Definimos uma forma suave de pagamento. Colocamos gente nossa, do Brasil, comprometida com nossa sociedade, para administrar a empresa. E garanto que os apagões nunca mais se repetirão.

Se você acha que este artigo tem lógica, divulgue a ideia. Hoje, enfrentar a gigante espanhola pode parecer um projeto de difícil implantação. Mas Gandhi também tinha um projeto enorme, a liberdade de seu país, e começou com um partido de um homem só. Também Martin Luther King. Se nós quisermos, nós conseguimos.

Virgílio Freire é engenheiro de telecomunicações, consultor sênior, ex-funcionário da Telesp, ex-presidente da Lucent Technologies no Brasil, da Nortel e de outras empresas.

8 de fevereiro de 2010

REALPOLITIK - TWITTER DOS POLÍTICOS

Com as eleições chegando, disponibilizaremos os "twitters" de alguns políticos brasileiros...

Agora, segui-los é com vocês. Ou não.

LEGISLATIVO

● SENADORES (21)
- Aloizio Mercadante (PT-SP) – @mercadante
- Alvaro Dias (PSDB-PR) – @alvarofdias
- Cesar Borges (PR-BA) – @SenCesarBorges
- Cristovam Buarque (PDT-DF) – @Sen_Cristovam
- Delcidio Amaral (PT-MS) – @Delcidio
- Demóstenes Torres (DEM-GO) – @demostenes_go
- Fátima Cleide (PT-RO) – @SenadoraFatima
- Flavio Arns (PSDB-PR) – @FlavioArnsPR
- Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – @flexaribeiro
- Garibaldi Filho (PMDB-RN) – @garibaldifilho
- Inácio Arruda (PCdoB-CE) – @inacioarruda
- João Pedro (PT-AM) – @joaopedrosenado
- José Agripino (DEM-RN) – @joseagripino
- Marconi Perillo (PSDB-GO) – @marconiperillo
- Marisa Serrano (PSDB-MS) – @Marisa_Serrano
- Paulo Paim (PT-RS) – @paulopaim
- Raimundo Colombo (DEM-SC) – @RaimundoColombo
- Rosalba Ciarlini (DEM-RN) – @RosalbaCiarlini
- Serys Slhessarenko (PT-MT) – @Serys
- Tasso Jereissati (PSDB-CE) – @TassoJer
- Valter Pereira (PMDB-MS) – @valter_pereira

● DEPUTADOS FEDERAIS (184)

Acre (AC) (1)

- Perpétua Almeida (PCdoB-AC) – @DepPerpetua

Amapá (AP) (2)

- Dalva Figueiredo (PT-AP) – @DalvaFigueiredo
- Janete Capiberibe (PSB-AP) – @JaneteCapi

Amazonas (AM) (3)

- Marcelo Serafim (PSB-AM) – @deputadomarcelo
- Rebecca Garcia (PP-AM) – @deputadarebecca
- Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) – @deputadavanessa

Bahia (BA) (15)

- Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) – @acm_neto
- Alice Portugal (PCdoB–BA) – @Alice_Portugal
- Colbert Martins (PMDB-BA) – @ColbertMartins
- Daniel Almeida (PCdoB-BA) – @depdanielpcdob
- Emiliano José (PT-BA) – @Emiliano_Jose
- Fábio Souto (DEM-BA) – @Fabio_Souto
- João Carlos Bacelar (PR-BA) – @joaocbacelar
- Jorge Khoury (DEM-BA) – @jorge_khoury
- José Carlos Aleluia (DEM-BA) – @jcaleluia
- Lídice da Mata (PSB-BA) – @lidicedamata
- Luiz Alberto (PT-BA) – @depluizalberto
- Luiz Carreia (DEM-BA) – @luizcarreira
- Severiano Alves (PDT-BA) – @SeverianoAlves
- Uldurico Pinto (PMN-BA) – @ulduricopinto
- Zezéu Ribeiro (PT-BA) – @ZezeuRibeiro

Ceará (CE) (7)

- Chico Lopes (PCdoB-CE) – @Chico_Lopes
- Ciro Gomes (PSB-CE) – @CiroFGomes
- Eunício Oliveira (PMDB-CE) – @Eunicio
- José Airton Cirilo (PT-CE) – @JoseAirtonPT
- José Chaves (PTB-CE) – @dep_josechaves
- José Guimarães (PT-CE) – @guimaraes13
- Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) – @paulohelustosa

Distrito Federal (DF) (5)

- Geraldo Magela (PT-DF) – @magelapt
- Laerte Bessa (S/P-DF) – @deplaertebessa
- Robson Lemos Rodovalho (DEM-DF) – @DepRodovalho
- Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) – @RollembergPSB
- Ricardo Quirino (PR-DF) – @Ricardo_Quirino

Espírito Santo (ES) (3)

- Iriny Lopes (PT-ES) – @irinylopesptes
- Luiz Paulo Vellozo (PSDB-ES) – @lpvellozo
- Sueli Vidigal (PDT-ES) – @suelirvidigal

Goiás (GO) (6)

- Leonardo Vilela (PSDB-GO) – @leonardo_vilela
- Raquel Teixeira (PSDB-GO) – @DRaquelTeixeira
- Ronaldo Caiado (DEM-GO) – @deputadocaiado
- Rubens Otoni (PT-GO) – @rubensotoni
- Sandes Júnior (PP-GO) – @sandes_junior
- Sandro Mabel (PR-GO) – @sandromabel

Maranhão (MA) (5)

- Domingos Dutra (PT-MA) – @DomingosDutra13
- Flavio Dino (PCdoB-MA) – @FlavioDino
- Pedro Fernandes (PTB-MA) – @pedrofernandes1
- Roberto Rocha (PSDB-MA) – @RobertoRocha45
- Sarney Filho (PV-MA) – @sarneyfilho

Mato Grosso (MT) (4)

- Homero Pereira (PR-MT) – @dphomeropereira
- Thelma de Oliveira (PSDB-MT) – @thelmadoliveira
- Valtenir Pereira (PSB-MT) – @DepValtenir
- Wellington Fagundes (PR-MT) – @dep_wfagundes

Mato Grosso do Sul (MS) (5)

- Antonio Carlos Biffi (PT-MS) – @DeputadoBiffi
- Dagoberto Nogueira Filho (PDT-MS) – @dagobertodep
- Geraldo Resende (PMDB-MS) – @geraldomania
- Vander Loubet (PT-MS) – @vanderloubet
- Waldemir Moka (PMDB-MS) – @deputadomoka

Minas Gerais (MG) (15)

- Antonio Roberto (PV-MG) – @antonioroberto
- Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) – @BAndrada
- Carlos Melles (DEM-MG) – @CarlosMelles
- Gilmar Machado (PT-MG) – @DeputadoGilmar
- Jô Moraes (PCdoB-MG) – @jomoraes
- Leonardo Quintão (PMDB-MG) – @leonardoquintao
- Lincoln Portela (PR-MG) – @lincoln_portela
- Luiz Fernando Faria (PP-MG) – @depluizfernando
- Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG) – @mrm2010
- Marcos Montes (DEM-MG) – @DepMarcosMontes
- Mário Heringer (PDT-MG) – @Dep_Mario
- Miguel Corrêa (PT-MG) – @miguelcorrea13
- Paulo Abi-Ackel – (PSDB-MG) – @pauloabiackel
- Rafael Guerra (PSDB-MG) – @rafaelguerra
- Reginaldo Lopes (PT-MG) – @Reginaldolopes

Pará (PA) (5)

- Elcione Barbalho (PMDB-PA) – @elcionepmdb
- Nilson Pinto (PSDB-PA) – @DepNilsonPinto
- Vic Pires Franco (DEM-PA) – @BlogdoVic
- Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) – @zenaldocoutinho
- Zequinha Marinho (PSC-PA) – @zequinhamarinho

Paraíba (PB) (5)

- Efraim Filho (DEM-PB) – @efraimfilho
- Manoel Júnior (PSB-PB) – @depmanoeljunior
- Major Fábio Rodrigues de Oliveira (DEM-PB) – @depmajorfabio
- Rômulo Gouveia (PSDB-PB) – @RomuloGouveia
- Vital “Vitalzinho” do Rêgo Filho (PMDB-PB) – @depvitalzinho

Paraná (PR) (12)

- Abelardo Lupion (DEM-PR) – @abelardolupion
- Airton Roveda (PR-PR) – @deputadoroveda
- Alex Canziani (PTB-PR) – @CanzianiAlex
- Alfredo Kaefer (PSDB-PR) – @AlfredoKaefer
- Angelo Vanhoni (PT-PR) – @angelovanhoni
- Assis do Couto (PT-PR) – @assisdocouto
- Hidekazu Takayama (PSC-PR) – @pastortakayama
- Osmar Serraglio (PMDB-PR) – @osmar_serraglio
- Dr. Rosinha (PT-PR) – @drrosinha
- Ricardo Barros (PP-PR) – @ricardobarrospp
- Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) – @rrloures
- Wilson Picler (PDT-PR) – @wpicler

Pernambuco (PE) (10)

- Bruno Araújo (PSDB-PE) – @BrunoAraujo4511
- Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE) – @Cadoca
- Charles Lucena (PTB-PE) – @CharlesLucena
- Eduardo da Fonte (PP-PE) – @eduardodafonte
- Inocêncio Oliveira (PR-PE) – @Dep_Inocencio
- Maurício Rands (PT-PE) – @DepRands
- Paulo Rubem (PDT-PE) – @paulorubem
- Raul Henry (PMDB-PE) – @RaulHenry
- Raul Jungmann (PPS-PE) – @Raul_Jungmann
- Roberto Magalhães (DEM-PE) – @DepRMagalhaes

Piauí (PI) (3)

- Átila Lira (PSB-PI) – @atilalira
- Ciro Nogueira (PP-PI) – @ciro_nogueira
- José Maia Filho (DEM-PI) – @josemaiafilho

Rio de Janeiro (RJ) (12)

- Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) – @deputadobiscaia
- Arnaldo Vianna (PDT-RJ) – @arnaldofvianna
- Arolde de Oliveira (DEM-RJ) – @AroldeOliveira
- Bernardo Ariston (PMDB-RJ) – @BernardoAriston
- Fernando Gabeira (PV-RJ) – @gabeiracombr
- Hugo Leal (PSC-RJ) – @dephugoleal
- Indio da Costa (DEM-RJ) – @indiodacosta
- Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) – @marceloitagiba
- Otavio Leite (PSDB-RJ) – @otavioleite
- Rodrigo Maia (DEM-RJ) – @DepRodrigomaia
- Rogério Lisboa (DEM-RJ) – @RogerioLisboa
- Solange Amaral (DEM-RJ) – @solangeamaral

Rio Grande do Norte (RN) (6)

- Fabio Faria (PMN-RN) – @fabiofaria33
- Fátima Bezerra (PT-RN) – @Fatima_Bezerra
- Felipe Maia (DEM-RN) – @depfelipemaia
- Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – @HenriqueEAlves
- João Maia (PR-RN) – @depjoaomaia
- Rogério Marinho (PSDB-RN) – @rogeriosmarinho

Rio Grande do Sul (RS) (14)

- Beto Albuquerque (PSB-RS) – @BetoAlbuquerque
- Cláudio Diaz (PSDB-RS) – @ClaudioDiaz45
- Darcísio Perondi (PMDB-RS) – @darcisioperondi
- Fernando Marroni (PT-RS) – @fernandomarroni
- Luciana Genro (PSOL-RS) – @lucianagenro
- Luis Carlos Heinze (PP-RS) – @deputadoheinze
- Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) @deputadamanuela
- Marco Maia (PT-RS) – @DepMarcoMaia
- Maria do Rosário (PT-RS) – @_mariadorosario
- Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – @onyxlorenzoni
- Paulo Pimenta (PT-RS) – @deputadofederal
- Pepe Vargas (PT-RS) – @deputadopepe
- Pompeo de Mattos (PDT-RS) – @PompeodeMattos
- Renato Molling (PP-RS) – @renatomolling

Roraima (RR) (4)

- Edio Lopes (PMDB-RR) – @ediolopes
- Marcio Junqueira (DEM-RR) – @DepMarcio
- Maria Helena (PSB-RR) – @mariahelenavr
- Urzeni Rocha (PSDB-RR) – @UrzeniRocha

Santa Catarina (SC) (7)

- Acélio Casagrande (PMDB-SC) – @Deputado_Acelio
- Angela Amin (PP-SC) – @angelaamin
- Celso Maldaner (PMDB-SC) – @celsomaldaner
- João Pizzolatti (PP-SC) – @pizzolatti
- Jorge Boeira (PT-SC) – @deputadoboeira
- José Carlos Vieira (DEM-SC) – @depVieira
- Paulo Bornhausen (DEM-SC) – @bornhausen

São Paulo (SP) (34)

- Aldo Rebelo (PCdoB-SP) – @aldorebelo
- Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) – @mendesthame
- Arlindo Chinaglia (PT-SP) – @achinaglia
- Arnaldo Madeira (PSDB-SP) – @aamadeira
- Arnaldo Jardim (PPS-SP) – @ArnaldoJardim
- Beto Mansur (PP-SP) – @BetoMansur11
- Bispo Gê Tenuta (DEM-SP) – @deputadobispoge
- Devanir Ribeiro (PT-SP) – @devanirribeiro
- Dimas Ramalho (PPS-SP) – @dimasramalho
- Duarte Nogueira (PSDB-SP) – @duarte_nogueira
- Edson Aparecido (PSDB-SP) – @edsonaparecido
- Eleuses Paiva (DEM-SP) – @eleusespaiva
- Guilherme Campos (DEM-SP) – @depguilherme
- Jairo Paes de Lira (PTC-SP) – @paesdelira
- Jilmar Tatto (PT-SP) – @jilmartatto
- João Dado (PDT-SP) – @joaodado
- João Paulo Cunha (PT-SP) – @depjoaopaulo
- Jorginho Maluly (DEM-SP) – @jorginhomaluly
- José Genoíno (PT-SP) – @JoseGenoino
- José Paulo Tóffano (PV-SP) – @deputadotoffano
- Márcio França (PSB-SP) – @marciofranca40
- Marco Aurélio Ubiali (PSB -SP) – @drubiali
- Milton Monti (PR-SP) – @miltonmonti
- Paulo Maluf (PP-SP) – @paulosalimmaluf
- Paulo Teixeira (PT-SP) – @pauloteixeira13
- Ricardo Berzoini (PT-SP) – @ricardoberzoini
- Ricardo Tripoli (PSDB-SP) – @ricardotripoli
- Sergio Antonio Nechar (PV-SP) – @depnechar
- Vaccarezza (PT-SP) – @vaccarezza
- Vanderlei Macris (PSDB-SP) – @vanderleimacris
- Vicentinho (PT-SP) – @VICENTINHOPT
- Walter Ihoshi (DEM-SP) – @walterihoshi
- Walter Feldman (PSDB-SP) – @wfeldman
- William Woo (PSDB-SP) – @william_woo (apenas atualizações do blog)

Sergipe (SE) (1)

- Mendonça Prado (DEM-SE) – @mendoncaprado

● DEPUTADOS ESTADUAIS E DISTRITAIS (57)

Acre (AC) (1)

- Walter Prado (PSB-AC) – @walterpradodl

Amapá (AP) (1)

- Camilo Capiberibe (PSB-AP) – @Camilo40

Amazonas (AM) (1)

- Marco Antônio Chico Preto (PP-AM) – @chico_preto

Bahia (BA) (2)

- Gaban (DEM-BA) – @deputadogaban
- Roberto Carlos Leal (PDT-BA) – @dprobertocarlos

Ceará (CE) (4)

- Edson Silva (DEM-CE) – @DepEdsonSilva
- Heitor Férrer (PDT-CE) – @Heitor_Ferrer
- Lívia Arruda (PMDB-CE) – @liviaarruda
- Tomás Figueiredo Filho (PSDB-CE) – @tomasfigueiredo

Distrito Federal (DF) (4)

- Cabo Patrício (PT-DF) – @dep_patricio
- Francisco Leite Oliveira “Chico Leite” (PT-DF) – @chicoleite
- Paulo Tadeu (PT-DF) – @paulotadeu_dep
- Raimundo Ribeiro (PSL-DF) – @RaimundoRibeiro

Espírito Santo (ES) (1)

- Givaldo Vieira (PT-ES) – @GivaldoVieira

Goiás (GO) (3)

- Coronel Queiroz (PTB-GO) – @coronelqueiroz
- Mauro Rubem (PT-GO) – @depmaurorubem
- Thiago Peixoto (PMDB-GO) – @ThiagoPeixoto

Maranhão (MA) (1)

- Rubens Pereira (PCdoB-MA) – @rubenspereirajr

Mato Grosso do Sul (MS) (5)

- Dione Hashioka (PSDB-MS) – @dionehashioka
- Junior Mochi (PMDB-MS) – @JuniorMochi
- Paulo Duarte (PT-MS) – @pauloduarte_
- Pedro Kemp (PT-MS) – @PedroKemp
- Youssif Domingos (PMDB-MS) – @youssifdomingos

Minas Gerais (MG) (3)

- Antonio Carlos Arantes (PSC- MG) – @deputadoarantes
- Eros Biondini (PHS-MG) – @erosbiondini
- Ruy Muniz (DEM-MG) – @ruy_muniz

Paraná (PR) (7)

- Ademar Luiz Traiano (PSDB-PR) – @DeputadoTraiano
- Luciana Rafagnin (PT-PR) – @LucianaRafagnin
- Marcelo Rangel (PPS-PR) – @marcelorangel1
- Mauro Morais (PMDB-PR) – @mauro_moraes
- Osmar Bertoldi (DEM-PR) – @bertoldi
- Teruo Kato (PMDB-PR)- @teruokato
- Valdir Rossoni (PSDB-PR) – @rossoni

Rio de Janeiro (RJ) (5)

- André Corrêa (PPS-RJ) – @depandrecorrea
- Flavio Bolsonaro (PP-RJ) – @flaviobolsonaro
- Jorge Picciani (PMDB-RJ) – @jorgepicciani
- Marcelo Freixo (PSOL-RJ) – @marcelofreixo
- Rodrigo Dantas (DEM-RJ) – @RodrigoDantasRJ

Rio Grande do Norte (RN) (3)

- Paulo Davim (PV-RN) – @paulodavim
- Robinson Faria (PMN-RN) – @RobinsonFaria
- Gustavo Carvalho (PSB-RN) – @deputadogustavo

Rio Grande do Sul (RS) (1)

- Luiz Fernando Záchia (PMDB-RS) – @lfzachia

Santa Catarina (SC) (2)

- Jailson Lima (PT-SC) – @DeputadoJailson
- Peninha (PMDB-SC) – @deputadopeninha

São Paulo (SP) (12)

- Bruno Covas (PSDB-SP) – @brunocovas
- Célia Leão (PSDB-SP) – @depcelialeao
- Enio Tatto (PT-SP) – @eniotatto
- Fausto Figueira(PT-SP) – @faustofigueira
- Gilmaci Santos (PRB-SP) – @DeputadoGilmaci
- José Bittencourt (PDT-SP) – @depbittencourt
- Luciano Batista (PSB-SP) – @deplbatista
- Maria Lúcia Prandi (PT-SP) – @DeputadaPrandi
- Mauro Bragato (PSDB-SP) – @deputadobragato
- Pedro Tobias (PSDB-SP) – @pedrotobias
- Rui Falcão (PT-SP) – @rfalcao13
- Samuel Moreira (PSDB-SP) – @samuelmoreira

● VEREADORES (106)

Amazonas (AM) (1)

- Marcelo Ramos (PCdoB-Manaus,AM) – @marcelo_ramos

Bahia (BA) (3)

- Luiza Maia (PT–Camaçari, BA) – @LuizaMaia13
- Ricardo Patrese (PTB-Piritiba,BA) – @ricardopatrese1
- Vânia Galvão (PT-Salvador,BA) – @vaniagalvao

Ceará (CE) (3)

- Deuzinho Filho (PMN-Caucaia,CE) – @DEUZINHO
- Francisco Lourival Chaves Neto (PRB-Catarina,CE) – @Lourival_Chaves
- Marcelo Mendes (PTC-Fortaleza,CE) – @MarceloVereador

Espírito Santo (ES) (3)

- Alexandre Passos (PT-Vitória,ES) – @alexandre_ptes
- Max da Mata (DEM-Vitória,ES) – @maxdamata
- Roberto Carlos (PT-Serra,ES) – @RobertoCarlosPT

Goiás (GO) (5)

- Iran Caixote (PTN-Rio Verde,GO) – @irancaxote
- Gari Negro Jobs (PSL-Goiânia,GO) – @garinegrojobs
- Henrique Arantes (PTB-Goânia,GO) – @henriquearantes
- Túlio Maravilha (PMDB- Goiânia,GO) – @tmaravilha
- Virmondes Cruvinel Filho (PSDC-Goiânia,GO) – @Virmondes

Mato Grosso (MT) (1)

- Toninho do Glória (PV-Várzea Grande,MT) – @toninhodogloria

Mato Grosso do Sul (MS) (3)

- Flávio César (PTdoB-Campo Grande,MS) – @vereadorflavioc
- Mario Cesar Oliveira (PPS-Campo Grande,MS) – @vermariocesar
- Paulo Pedra (PDT-Campo Grande,MS) – @PauloPedra

Minas Gerais (MG) (7)

- Adriano (PSC-Uberlândia,MG) – @vereadoradriano
- Cabo Júlio (PMDB – Belo Horizonte, MG) @cabojuliobh
- Cícero Teixeira (PCdoB – Diamantina, MG) – @VereadorCicero
- Iran Barbosa (PMDB-Belo Horizonte,MG) – @iranbarbosa
- Kikito (PT-Barbacena,MG) – @vereadorkikito
- Léo Burguês de Castro (PSDB-Belo Horizonte,MG) – @LeoBurgues
- Paulino Abranches (PT-Itajubá,MG) – @paulinoabranche

Pará (PA) (2)

- Bruno Pará (PDT-Santarém,PA) – @brunopara12
- Carlos Augusto (DEM-Belém,PA) – @vercarlosaugust

Paraíba (PB) (1)

- Daniella Ribeiro (PP-Campina Grande,PB) – @Daniellaribeiro

Paraná (PR) (17)

- Beto Morais (PSDB-Curitiba,PR) – @verBetoMoraes
- Clodoaldo Nepomuceno Pinto Junior (PDT- Araucária, PR) – @VerClodoaldo
- Denilsom Pires (DEM-Curitiba,PR) – @denilsonpires
- Flávio Vicente (PSDB-Maringá,PR) – @flaviovicente
- Jair Cezar (PSDB-Curitiba,PR) – @JairCezar
- João Luiz Cordeiro “João do Suco” (PSDB-Curitiba,PR) – @joaodosuco
- Jonny Stica (PT-Curitiba,PR) – @jonnystica
- Leonardo Mion (PSDB-Cascavel,PR) – @Leo_Mion
- Noêmia Rocha (PMDB-Curitiba,PR) – @NOEMIAROCHA
- Omar Sabbag Filho (PSDB-Curitiba,PR) – @OmarSabbagFilho
- Pastor Valdenir (PSDB-Curitiba,PR) – @pastorvaldemir
- Professor Gladino (sem partido-Curitiba,PR) – @Prof_Galdino
- Pedro Paulo (PT-Curitiba,PR) – @verppaulo
- Renata Bueno (PPS-Curitiba,PR) – @renatabueno
- Seginho do Posto (PSDB-Curitiba,PR) – @SerginhodoPosto
- Tico Kuzma (PSB-Curitiba,PR) – @ticokuzma
- Ubiratan “Bira do Banco” Pedroso (PT-São José dos Pinhais,PR) – @sjpinhais

Rio de Janeiro (RJ) (5)

- Aspásia Camargo (PV-Rio de Janeiro,RJ) – @aspasiacamargo
- Carlo Caiado (DEM-Rio de Janeiro,RJ) – @CarloCaiado
- Clarissa Garotinho (PMDB-Rio de Janeiro,RJ) – @verclarissa
- Eider Dantas (DEM-Rio de Janeiro,RJ) – @EiderDantas
- Felipe Peixoto (PDT-Niterói,RJ) – @felipepeixotobr

Rio Grande do Norte (RN) (4)

- Albert Dickson (PP-Natal,RN) – @albertdickson
- Clênio José (PV-Parnamirim,RN) – @vereadorclenio
- Mary Regina dos Santos Costa “Sargento Regina” (PDT-Natal,RN) – @sargentoregina
- Ney Lopes Jr. (DEM-Natal,RN) – @neylopesjr

Rio Grande do Sul (RS) (6)

- Helen Cabral (PT-Santa Maria,RS) – @vereadorahelen
- Ique (PMDB – Imbé,RS) – @Vereador_Ique
- Ito Lanius (PSDB-Lajeado,RS) – @ItoLanius
- Ivo Fiorotti (PT-Canoas,RS) – @ivofiorotti
- Rafael Dalcin (PDT-Carlos Barbosa,RS) – @rafaeldalcin
- Rodrigo Beltrão (PT-Caxias do Sul,RS) – @vereadorbeltrao

Rondônia (RO) (1)

- Mariana Carvalho (PSDB-Porto Velho,RO) – @Marianapsdb

Santa Catarina (SC) (3)

- Aurélio Valente (PP-Florianópolis,SC) – @aurelio_valente
- Laudelino Lamim (PMDB-Itajaí,SC) – @vereadorlamim
- Marcelo Schrubbe (DEM-Blumenau,SC) – @marceloschrubbe

São Paulo (SP) (42)

- Adilson Amadeu (PTB-São Paulo,SP) – @adilsonamadeu
- Antonio Donato (PT-São Paulo,SP) – @VereadorDonato
- Antonio Goulart (PMDB-São Paulo,SP) – @vereadorgoulart
- Breno Cortella (PT-Araras,SP) – @BrenoCortella
- Bruno Ganem (PV-Indaiatuba,SP) – @brunoganem
- Caio França (PSB-São Vicente,SP) – @caiofranca
- Carlos Rezende Lopes “Linho” (PT-Indaiatuba,SP) – @LinhoPT
- Cauê Macris (PSDB-Americana,SP) – @cauemacris
- Chico Macena (PT-São Paulo,SP) – @chicomacena
- Claudio Fonseca (PPS-São Paulo,SP) – @pclaudiofonseca
- Dr. César Cortez – (PV-Limeira,SP) – @drcesarcortez
- Cristiano Ferreira (PSDB-São José dos Campos,SP) – @Crispferreira
- Custódio de Oliveira (PT-Paulínia,SP) – @custodiopt
- Dinho (PT-Cubatão,SP) – @DinhoPT
- Farid Zaine (PDT-Limeira,SP) – @faridzaine
- Fernando Mantovani (PSDB-Bauru,SP) -@fernandomantova
- Floriano Pesaro (PSDB-São Paulo,SP) – @Floriano45
- Gabriel Chalita (PSDB-São Paulo,SP) – @gabriel_chalita
- Gilberto Natalini (PSDB-São Paulo,SP) – @gnatalini
- Izídio (PT-Sorocaba,SP) – @IzidioPT
- Jeferson Campos (PV-Taubaté,SP) – @vrjeferson
- João Antonio (PT-São Paulo,SP) – @joaoantoniopt
- José Américo (PT-São Paulo,SP) – @JoseAmericoPT
- José Carlos Rodriguez (DEM-Guarujá,SP) – @VerZeCarlos
- José Police Neto (PSDB-São Paulo-SP) – @policeneto
- Lucas Henrique Muniz Ganga (PSB, Sud Mennucci-SP) – @lucasganga
- Lucas Machado (PSDB-Tupã,SP) – @lucasmachado_
- Mara Gabrilli (PSDB-São Paulo,SP) – @maragabrilli
- Marco Antonio Alves Jorge “Kim” (PDT-Americana,SP) – @vereadorKim
- Milton Ferreira (PPS-São Paulo,SP) – @drmiltonpps
- Moisés Rossi (PPS-Bauru,SP) – moisesrossi
- Rafael Redó (DEM-Mongaguá,SP) – @RafaelRedo
- Ricardo Teixeira (PSDB-São Paulo,SP) – @rickteixeira
- Roberto Tripoli (PV-São Paulo,SP) – @robertotripoli
- Roque José Ferreira (PT-Bauru,SP) – @vereadorroque
- Sadao Nakai (PSDB-Santos,SP) – @sadaonakai
- Samuel Lucas (PMN-Rosana,SP) – @Samuellucas33
- Sandra Tadeu (DEM- São Paulo,SP) – @SandraTadeu
- Soninha Francine (PPS-São Paulo, SP) – @SoninhaFrancine
- Trevisan Junior (PR-Piracicaba,SP) – @trevisanjr
- Wagner Balieiro (PT-São José dos Campos,SP) – @wagnerbalieiro
- Zelão (PT-São Paulo,SP) – @zelaopt

Tocantins (TO) (1)

- José Damaso (PDT-Palmas,TO) – @damasotocantins

EXECUTIVO


● GOVERNADORES (3)

- Cid Gomes (PSB-CE) – @cidfgomes
- José Serra (PSDB) – governador de SP – @joseserra_
- Wilma de Faria (PSB – governadora do RN – @wilmadefaria

● GOVERNOS ESTADUAIS (5)
- Acre – @noticiasdoacre
- Amazonas – @governoamazonas
- Bahia – @agecom
- Minas Gerais – @governomg ou @agenciaminas
- São Paulo – @governosp

● PREFEITOS (15)
- Beto Richa (PSDB) – Prefeito de Curitiba – @BetoRicha
- Eduardo Paes (Rio de Janeiro,RJ) – @eduardopaes_
- Emanoel Carvalho (Barretos-SP) – @emanoelcarvalho
- Juraci Martins (DEM-Rio Verde,GO) – @drjuraci
- Helder Ignacio Salomão (PT-Cariacica,ES) – @heldersalomao
- Luiz Caetano (PT) – Prefeito de Camaçari (BA) – @PrefeitoCaetano
- Marcia Rosa de Mendonça Silva (PT) – Prefeita de Cubatão (SP) – @marciarosa
- Marco Bertaiolli (DEM- Mogi das Cruzes,SP) – @Bertaiolli
- Micarla de Sousa (PV) – Prefeita de Natal (RN) – @micarladesousa
- Nelson Trad Filho (PMDB-Campo Grande,MS) – @nelsinhotrad
- Odelmo Leão (PP) – Prefeito de Uberlândia (MG) – @odelmoleao
- Paulo Wiazowski Filho (Mongaguá-SP) – @prefpaulinho
- Rodrigo Agostinho (PMDB-Bauru,SP) – @rodrigoprefeito
- Tarcízio Pimenta (PSB) – Prefeito de Feira de Santana (BA) – @tarciziopimenta
- Toshio Misato (Ourinhos-SP) – @toshio_misato

● PREFEITURAS (25)
- Adamantina (SP) – @AdamantinaSP
- Amparo (SP) – @pref_amparo
- Balneário Camboriú (SC) – @prefbalcamboriu
- Bertioga (SP) – @bertioga
- Caçapava-SP – @prefeituradecpv
- Caraguatatuba (SP) – @caraguaoficial
- Cariacica-ES – @cariacica
- Curitiba (PR) – @curitiba_pmc
- Fortaleza (CE) – @prefeiturapmf
- Guaíra (SP) – @guairasp
- Juiz de Fora (MG) – @SCS2009
- Maringá (PR) – @ASCOMMaringa
- Mogi das Cruzes (SP) – @PrefeituraMogi
- Mongaguá-SP – @prefmongagua
- Nova Iguaçu (RJ) – @prefeiturani
- Peruíbe (SP) – @PPeruibe
- São Paulo (SP) – @prefeituraSP
- Serra (ES) – @prefeituraserra
- Tubarão (SC) – @governotubarao
- Uberlândia (MG) – @prefeituaudi
- Viana (ES) – @prefeituraviana
- Viana-ES – @prefeituraviana
- Vila Velha-ES – @vilavelhaes
- Vitória-ES – @VitoriaOnLine

● MINISTÉRIOS (3)

- Ministério da Saúde – @msinfluenzaa
- Ministério da Cultura – @CulturaGovBr
- Ministério do Trabalho – @TrabalhoGovBr

OUTROS

● MINISTÉRIO PÚBLICO (9)
- MPF-AC – @MPF_AC
- MPF-PA – @MPF_PA
- MPF-PE – @MPF_PE
- MPF-RN – @MPF_RN
- MPF-RO – @MPF_RO
- MPF-SP – @MPF_SP
- MPF-TO – @MPF_TO
- Procuradoria Regional da República da 3ª Região – @mpf_ppr3
- Promotoria de Justiça de Esteio (RS) – @mpesteio

● PARTIDOS POLÍTICOS (22)

- PSDB-SP – @psdbsp
- PSDB Jovem – @psdbjovem
- PSDB-MG – @psdbmg
- Partido Verde – @partidoverde
- Partido Verde-SC – @partidoverdesc
- PT-PI – @ptpiaui
- PT-CE – @ptceara
- Juvetude Democratas – @juventudedem
- PTB – @ptb14
- PPS – @pps23
- PR-SP – @pr22sp
- Juventude PSDB (SP) – @jpsdbsaopaulo
- Partido Pirata – @partidopiratabr (*não é um partido institucional)
- PC do B – @PCdoB_Oficial
- PT-SP – @ptpaulista
- PT – @PTrabalhadores
- PT – @PT_13
- PRB-SP – @prb10sp
- PC do B-Curitiba – @PCdoB_Ctba
- PT-RO – @ptrondonia
- PRB – @PRB10
- PRB-MG – @PRB10MG
- PMDB-RO – @pmdb_ro
- PT-RO – @ptrondonia

● OUTROS (22)

- Agência Câmara – @AgenciaCamara
- Andrea Matarazzo (ex-Secretário Municipal das Subprefeituras de São Paulo) – @AndreaMatarazzo
- Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional do Trabalho de SP – @TRTSP
- César Maia (DEM)- ex-prefeito do Rio – @CesarMaia_
- Blog da Petrobras – @blogpetrobras
- Emerson Castro – Vice-prefeito de Porto Velho-RO – @emersonscastro
- Edinho Silva (presidente do PT-SP) – @edinhosilva
- Fernando Pimentel (PT-ex-prefeito de Belo Horizonte) – @pimentelminas
- Fundação CASA – @FundacaoCASA
- Gleise Hoffmann– Presidente do PT-PR – @gleisi
- Iberê Ferreira de Souza – vice-governador e secretário do Meio Ambiente do RN – @ibereferreira
- José Luiz de França Penna (Presidente do PV) – @vereadorpenna
- José Onério (PDT) – ex-prefeito de Indaiatuba – @ZeOnerio
- Leonel Pavan – Vice-governador de Santa Catarina – @leonelpavan
- Luciano Rezende (Secretário Estadual de Esportes e Lazer do Estado do Espírito Santo) – @LucianoRezende
- Orlando Pessuti – Vice-Governador do Paraná – @pessuti
- Paulo Bernardo (Ministro do Planejamento) – @Paulo_Bernardo
- Rogério Barreto Alves (Vice-Prefeito e secretário de Transportes, Segurança e Defesa Social de São Vicente) – @SargentoBarreto
- Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP – @agriculturasp
- Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais – @Sectes
- Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais – @socialmg
- Secretaria da Saúde de Santa Catarina – @saudepublicasc

● FAKES (14)

- @yedacrusius
- @serra2010
- @requiao
- @josesarney (já está fora da ar)
- @collorsenador
- @fernandocollor
- @senadormaosanta
- @aecionevesmg (fora do ar)
- @teovilela
- @cabojulio
- @blog_do_aloysio
- @KatiaAbreu
- @Maluf
- @RFreirePPS

● CURIOSOS (3)

- Câmara Municipal de São Sebastião (SP) – @fabiogabinete
- Eleitor Brasileiro – @lheira
- Fake do Senador Eduardo Azeredo, com o propósito de combater o projeto de lei sobre a internet – @senadorazeredo


Marcio Faustino

5 de fevereiro de 2010

REALPOLITIK - "FALTA DE QUALIDADE PREJUDICA ENSINO SUPERIOR"

Pet shops, padarias, mini-mercados e faculdades, o que tudo isso tem em comum? Absolutamente nada e ao mesmo tempo tudo.

A cada dia se ergue um desses estabelecimentos em uma esquina da cidade. A propagação destes espaços faz com que muitos percam sua credibilidade, mas por outro lado ajuda a aguçar ainda mais a livre concorrência, deixando o cliente com um leque de opções.

Cada nova universidade que surge se ganha em quantidade, mas se perde em qualidade. Antes mesmo da crise econômica, o ensino superior já passava por dificuldades, o número de vagas cresceu nos últimos anos muito mais que a demanda.

Entre os anos de 1997 e 2007, o número de instituições de ensino superior privadas do Estado de São Paulo passou de 266 para 496 um aumento de 86,5%. Já o total de alunos no ensino médio teve queda de 1,8 milhões para 1,7 milhões.

Esses números acabaram jogando a qualidade do ensino lá em baixo, o que para o Professor Carlos Monteiro da Uniban, torna-se um efeito dominó.

“A faculdade é ruim, a universidade é ruim. Forma um péssimo profissional, esse cara vai prestar um serviço de qualidade horrível, ele vai ganhar um salário ruim, mas ele quer ganhar um salário ruim por que ele é um profissional ruim e a empresa vai sempre lidando com esse tipo de gente, então cai a qualidade.”

Segundo ele, uma faculdade que deveria ser uma instituição de ensino, se tornou apenas um comércio.

“Eu digo isso sem pudores, algumas universidades no Brasil são meros supermercados, infelizmente isso é real.”

Como até o momento nada de oficial foi feito para coibir a criação de novas instituições, a lei do mercado está fazendo sua parte, para Carlos, profissionais de qualidade vão acabar se destacando e fazendo com que algumas instituições desapareçam.

“Essas universidades ruins vão deixar de existir ou perder a credibilidade. Eu acho que no final das contas isso é uma coisa positiva por que os bons profissionais vão se sobressair.”

Renato Souza

4 de fevereiro de 2010

UMUNDUNU/REFLEXPRESS - O DOCUMENTÁRIO DE PETER DAVIS IMPÕE REFLEXÃO

Lançado em 1975, “Corações e Mentes,” oferece uma narrativa de falas e imagens acerca da diversidade de sentimentos e interesses que envolveram a guerra do Vietnam, ou mais amplamente, a hegemonia do Sudeste Asiático. Os discursos de políticos e generais norte americanos e a voz da liderança incontestável de Ho Chi Minh refletem o contexto bipolarizado em que se encontra o planeta após a segunda grande guerra. O Vietnam, unificado e comunista, ofereceria grande ameaça à expansão imperial capitalista norte-americana.

Era preciso motivar a guerra. As grandes mentiras, nas falas dos líderes políticos de ambas as ideologias, revelam a pouca importância que se deu a vida humana. Os pretextos, de preservar a democracia ou implantar o comunismo definitivamente na região, fizeram jorrar o sangue, contaminar o ar e os alimentos.

As passagens ficcionais remetem ao Nazismo. O silêncio, em algumas cenas, é a oportunidade para refletir sem interferência de comentários. A percepção, muito mais que a razão, é convocada.

A música de Joan Baez, evoca a ingenuidade dos jovens soldados, longe de casa, matando e morrendo por ideais plantados em seus cérebros. O ódio incondicional ao inimigo sem rosto e sem coração.

Não somente os depoimentos de protagonistas e coadjuvantes e suas imagens de glória e de desespero, como também a arrogância dos líderes ante a miséria dos cérebros lavados, evidenciam o quão estúpido pode ser o comportamento humano quando contaminado por fundamentalismos ideológicos, religiosos, raciais, ou de quaisquer outras naturezas.

Claudio Zumckeller

3 de fevereiro de 2010

FUTEBIZARRICES - O QUE ROLA PELO MUNDO 10

ARMÊNIA

Pos Times - Pontos
1 Pyunik - 65
2 MIKA - 58
3 Ulisses FC - 53
4 Banants Yerevan - 44
5 Gandzasar - 38
6 Shirak - 23
7 Kilikia - 20
8 Ararat - 14




ÍNDIA


Pos Times - Pontos
1 Dempo SC - 22
2 Mahindra United - 21
3 Churchill Brothers SC - 21
4 Mumbai FC - 20
5 Mohun Bagan AC - 20
6 Chirag United SC - 20
7 Pune FC - 18
8 East Bengal - 16
9 JCT Football - 14
10 Salgaocar - 10
11 Lajong SSC - 10
12 Viva Kerala - 8
13 Air India - 8
14 Sporting Goa - 5


BELIZE


Pos Times - Pontos
1 FC Belize - 26
2 Ilagulei FC - 19
3 Defence Force - 17
4 Ibayani - 15
5 Nizhee Corozal - 14
6 Juventus FC - 12
7 San Pedro Dolphins - 11
8 Hankook Verdes - 9
9 Benque DC United - 9
10 Wagiya - 4


EGITO
(Parabéns ao selecionado egípcio pelo inédito tricampeonato da Copa Africana de Nações!!!)

Pos Times - Pontos
1 Al-Ahly - 35
2 Petrojet - 29
3 Ismaily - 28
4 El Geish - 25
5 Zamalek SC - 23
6 ENPPI - 21
7 Al Intag Al Harbi - 20
8 El-Shorta - 20
9 Ittihad Alexandria - 20
10 Mokawloon - 18
11 El Gouna - 18
12 Haras El Hodood - 17
13 Ghazl Mehalla - 15
14 Al Masry - 13
15 El-Mansurah - 10
16 Asyut Petrol - 6


NOVA ZELÂNDIA


Pos Times - Pontos
1 Auckland City - 20
2 Waitakere United - 20
3 Otago United - 16
4 Team Wellington - 12
5 Canterbury Utd. - 11
6 Manawatu - 10
7 Waikato FC - 9
8 Hawke´s Bay United - 8





Gabriel Lopes

2 de fevereiro de 2010

REALPOLITIK - INCLUSÃO SOCIAL: PRECONCEITO E SOCIEDADE

O termo inclusão social é notório. Pauta no discurso de políticos, a ação é debatida ano após ano, inúmeros programas são realizados, mas algo não muda: o preconceito.

Apesar de estar presente nos discursos, a maioria das pessoas não conhece seu real conceito. Inclusão social diz respeito às pessoas que precisam ter acesso aos seus direitos, ao serviço público, educação, transporte, saúde e entretenimento, define a vereadora Mara Gabrilli. Qualquer pessoa que não tenha acesso a qualquer um desses direitos é um excluído social. E eles não são poucos.

Tudo seria muito fácil, uma correta distribuição de nossos impostos resolveria esse imbróglio. Mas não é isso que acontece. A má utilização do dinheiro depositado nos cofres públicos, e o sumiço de boa parte dele só agrava a desigualdade e dificulta a inclusão. A questão também é, principalmente, sociológica. O preconceito furtivo incrustado na minoria dominante da população, pelo negro, o deficiente físico, a mulher - que está vagarosamente mudando - e o idoso, atravancam qualquer ação positiva para uma modificação desse cenário.

A vereadora Mara Gabrilli, que é tetraplégica, fantasia o fim da prenoção da população e fala sobre outra dificuldade do deficiente físico na cidade: “Se conseguíssemos um antídoto mágico, que fosse jogado por toda São Paulo, para acabar com o preconceito das pessoas, ainda teriam as barreiras físicas”

Para tentar reverter esse quadro, inúmeras leis e projetos são feitos. Marcos Belizário, titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, conta com mais de 70 trabalhadores desenvolvendo diversas políticas públicas, como uma lei para os hospitais fornecerem uma ala para deficientes físicos, um acervo em braile nas bibliotecas, além de projetos na área da saúde, meio ambiente e transporte. Os programas de Mara Gabrilli vão do incentivo ao “cuidador”, que faz o papel das mãos e pés de tetraplégicos, regulamentar a intervenção feita nas calçadas pelas concessionárias, até a distribuição de fraudas e sondas para quem necessita.

Apesar dos projetos, é fato que um desenvolvimento sustentável só é possível com o fim do preconceito e a consciência de ser cidadão do ser humano.
Professora da PUC-SP e Doutora em Filosofia pela USP, Rachel Gazzola, finaliza: “Você pode fazer 10 códigos e não, necessariamente, ter um cidadão no sentido de que está incluído numa sociedade como um civil consciente de seus direitos”.

Felipe Payão