30 de janeiro de 2010

7ENTREVISTA - MARCOS BELIZÁRIO - INCLUSÃO SOCIAL

Mostraremos para vocês algumas entrevistas que fizemos sobre o tema inclusão social. Participaram das entrevistas algumas pessoas importantes – e atuantes - nessa área. O nosso segundo entrevistado é Marcos Belizário.

Marcos Belizário, advogado e administrador de empresas, é o titular da pasta da Secretaria Municipal da Pessoa com Mobilidade e Deficiência Reduzida (SMPED). Belizário também é vice presidente estadual do Partido Verde (PV).

Você confere as duas entrevistas na editoria 7ENTREVISTA.

O secretário nos recebeu no estúdio da All TV.

7cismo - O que é inclusão social?

Marcos Belizário - Inclusão social é a forma que você pode, na prática, dar dignidade. Fazer na realidade com que todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades. O direito de ir, o direito de vir, ter o respeito digno que nós temos com qualquer outra pessoa, seja ela deficiente ou não. Seja ela de uma raça negra, branca, enfim... Qualquer outra raça. A diversidade do nosso país, por uma questão até de origem, o Brasil é um país que recebe todos os povos e isso é reconhecido mundialmente e isso se torna uma inclusão no mundo. E na realidade, internamente no nosso país nós temos essas questões que especialmente, quando você fala até com as pessoas com deficiência, aí você vem ao termo de que muitos são excluídos, né? É a pasta que eu também defendo na Prefeitura de São Paulo, e é lá que estamos trabalhando especialmente com essas pessoas.

7 - Na nossa sociedade, quem é o excluído e quem é o incluído?

MB - Olha, quem é excluído, infelizmente, são as pessoas que por culpa dos que acham que são incluídos, passam a ser excluídos. Ou seja, muitas vezes as pessoas não têm o discernimento de respeitar as pessoas que têm algum tipo de deficiência – no contexto da pessoa com deficiência. Outras pessoas muitas vezes de mobilidade reduzida, às vezes uma mulher grávida, uma senhora, uma pessoa de idade e muitas vezes raciais, na questão racial, ainda é muito encontrado o racismo. Assim, o negro pode ser excluído por questão de racismo. Muitas vezes até por não ter um poder aquisitivo viável ou alguma dificuldade muito grande, que a maioria do nosso povo brasileiro é excluído por falta de oportunidade. Até de ter a oportunidade de frequentar um teatro, uma escola, um cinema, por uma questão financeira. Então eu vejo a questão da exclusão dessa forma. Você pode acabar incluído ou excluído por um conceito genérico. É o que me deixa triste, em um país de diversidades, em um país que a gente busca de todas as formas a inclusão.

7 - O que falta fazer na cidade?

MB - Primeiro a conscientização. Você precisa trabalhar bastante em uma campanha desse tipo, especialmente na cidade de São Paulo. Acessibilidade também, a cidade ficou muitos anos sem essa preocupação e hoje nós trabalhamos pra isso. Você dando condições de igualdade faz com que a cidade seja mais inclusiva. Para as pessoas terem condições e oportunidade de conviver normalmente, oportunidade de ir ao restaurante com acessibilidade, oportunidade de andar pelas ruas de São Paulo sem que ajam barreiras, transporte que dê oportunidade para todas as pessoas utilizarem com dignidade... Um cadeirante, um deficiente visual, enfim... Tendo essas oportunidades, você acaba fazendo com que a cidade fique mais inclusiva. Uma campanha que faça que esse conceito esteja presente no nosso dia a dia.

7 - O excluído social é fruto do capitalismo ou ele estaria presente em qualquer outro regime político?

MB - Veja bem, nós teremos um país justo, com menos violência, quando tivermos no menor tempo possível a maior condição igualitária. Se a gente puder diminuir essas diferenças sociais, dar condições as pessoas, com dignidade a moradia, poder trabalhar... Não estou nem dizendo o restante, estou dizendo apenas o básico; você diminui outros problemas da sociedade. Agora, é evidente que com a miséria você acaba tendo um problema de exclusão na nossa cidade. Essas pessoas que convivem com a miséria, onde sem condições, sem a dignidade de uma vida comum, elas infelizmente acabam aumentando essa exclusão, né? Você acaba fazendo parte das pessoas excluídas. Agora, por uma questão até mesmo de um trabalho das autoridades, especialmente a autoridade do governo federal. Que é aquilo que o Lula vem tentando fazer... Dar comida a todos, fazer com que a pobreza diminua, que todos tenham o mínimo de condição de vida, pra que essas pessoas deixem de ser excluídas da sociedade. Isso é super importante, fazer um país cada vez mais igualitário. A gente sabe que é difícil, existe no mundo essa diferença, especialmente financeira. A questão financeira é uma coisa complicada.

Felipe Payão

2 comentários:

  1. `` Não adianta ficar com conversinha de século 21 , sustentabilidade ,meio ambiente e não sei o que , sem ter algo concreto para a população ``
    A frase não saiu da boca de nenhum empreiteiro apressado , ninguém da bancada ruralista . Quem disse isso , em entrevista a Folha de São Paulo ( 08/10 ) foi Marcos Belizário , membro do PV , secretario na Gestão de Gilberto Kassab ( DEM ) Ele mesmo diz ser `` um cara pratico `` .Nada de conversinha . O PV que ele representa é aquele que se apropria do prestigio internacional e do apelo `` ecumênico ``
    da causa verde como fachada para legitimar praticas políticas paroquiais e viciadas . A energia que alimenta esse PV é a fisiologia autossustentável .
    Ha no Partido , é claro , no Rio em particular , quadros qualificados e empenhados em dotar o PV de uma espinha dorsal programática : Alfredo Sirkis , Fernando Gabeira , Aspásia Camargo estão entre eles .
    Marcos Belizário pertence a turma liderada por Jose Luiz Penna , outro `` cara pratico `` . Penna já era presidente do PV quando em 2008 , a Folha revelou o escândalo das notas fiscais fantasmas : o partido criou numa cidade do interior paulista mais de 600 empresas fictícias ( muitas delas com endereço num lago , em `` homenagem a natureza `` ) para esquentar o destino do dinheiro do fundo partidário : em torno de
    R$ 800 mil. O caso ainda esta no TSE . É essa turma do PV, todos `` do bem `` que querem acertar logo com a candidatura Serra . No pior cenário , negociam vantagens no Governo Alckmin . Ao tomar ciência que a barganha ia solta , Marina ironizou tanto apetite : `` Quatro Ministérios pra o PV ... Caramba !! Do jeito que tem gente aí , basta pensar num conselho de estatal ``
    O fato é que Marina deu ao PV uma projeção que o partido jamais teve no Brasil . deu também uma chance histórica ao partido , que já esta indo pelo ralo . Marina tem razoes pessoais e políticas , ancoradas em valores , para não apoiar nem Dilma , nem Serra agora . As do PV são como Belizário `` bem praticas ``

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  2. O correto não é SEcretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida??

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