16 de dezembro de 2009

UMUNDUNU - WEB 2.0


Total interatividade e velocidade na troca de informações. Podcasts, blogs, os wikis, Flickr e Picasa, Youtube, rádios pela internet e redes sociais. Uma montanha de informações. A Web 2.0, termo criado em 2004, pela empresa O´Reilly Media, não é uma nova internet, mas sim, uma nova maneira de utilizá-la a seu favor.

Podemos agora divulgar nossos vídeos e fotos para o mundo inteiro sem nenhum esforço. Também, através das redes sociais, podemos conhecer outras pessoas facilmente. Agora, gravamos e divulgamos nossos próprios programas de rádio, musicais ou não, afinal temos os podcasts e a last fm. Os aspirantes a escritor ou simplesmente pessoas que queiram contar um pouco de sua rotina também tem o seu espaço: o blog e o Twitter.

Apesar de tudo, pagamos um preço por isso. Você precisará verificar mais de duas vezes a informação que procura. Principalmente uma informação do site Wikipédia. Um local em que todos escrevem o que bem entender; obviamente, perfeito, não seria. Outro problema encontrado (nem tanto pelo usuário comum, mas sim pelas empresas que lutam arduamente pelo seu lucro) são os direitos autorais. A velocidade na troca de informação que a internet nos oferece aumentou muito o número de downloads, digamos, ilegais. Os famosos mp3. Muito tempo é gasto discutindo sobre o assunto ilegalidade. Mas nenhum sobre a tributação e, por consequência, do alto preço dos CDs. O projeto Creative Commons, sem fins lucrativos, nos ajuda nesse sentido. A partir dele, inúmeros autores de livros, músicos e empresários flexibilizam seus direitos autorais para divulgar seus trabalhos.

A Web 2.0 também modificou o cenário do jornalismo mundial. As grandes empresas jornalísticas, como a “The New York Times”, perdem espaço para a rapidez e a facilidade de troca de informações. Assunto que foi pauta em uma edição da poderosa revista “Times”, que previa o seu fim e o desaparecimento da mídia impressa ao longo dos anos. Apesar dessa probabilidade - que deixa os amantes do papel preocupados - o mesmo foi dito antes quando surgiu o rádio. Depois, com a televisão. E o bom e velho papel sobreviveu. O jornalismo atual sofreu uma grande modificação. Os antes considerados leitores, agora são participativos (pró-ativos), produzem notas, matérias, artigos, resenhas; tudo a partir da internet. Esse novo conceito se chama Jornalismo Participativo, Jornalismo Cidadão ou Jornalismo Open-Source.

Vale a pena pensar um pouco sobre a também, e não menos importante, divulgação de seus dados pessoais na internet. George Orwell previu uma sociedade extremamente vigiada em seu livro “1984” (Ed. Signet, Primeira Edição, 1990). Claro que as coisas não ocorreram exatamente como retratadas no livro. Mas, na internet, Web 2.0, chame como quiser, essa realidade, por mais escondida que pareça, existe. O nosso Big Brother chama-se Google. Ele sabe quem você é, o que você gosta de ler e ouvir, os sites que você visita, os seus e-mail “secretos” e até o local de sua residência. Sorte nossa que o monitor não opera como uma “teletela”.

Por fim, atenção navegantes! Desfrute das belezas que a malha virtual nos oferece. Mas lembre-se, você está sendo vigiado.

Felipe Payão

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