10 de novembro de 2009

UMUNDUNU - UM BOM MOTIVO, E QUEM ERA VÍTIMA SE TORNA RÉU


A história ocorrida na Uniban-SBC, no último dia 22/10 ainda causa muitas dúvidas nas pessoas. O caso não foi explicado, existem várias versões circulando pela internet, portais de credibilidade, em bons e maus blogs, em sites de relacionamentos, enfim, existem algumas maneiras de se explicar o que para nós não tem explicação. Mas vamos aos fatos.

Listando as “regras do bom jornalismo”, temos o onde - dentro do campus da universidade -, quando - como dito, 22 de outubro de 2009 - e quem, pelo menos uma. Mas acredito que outros “quem”, machos, homens suficientes para assumirem seus atos logo aparecerão, mesmo que sem querer. Ah, não temos um porque, uma razão, um motivo.

Até onde li, uma jovem estudante de Turismo foi à faculdade vestida de uma forma um tanto quanto chamativa, sexy talvez. Disseram que ela estava travestida inadequadamente. Como julgar se uma pessoa está vestida de forma correta ou não sendo que não há um regulamento específico? Um mínimo de bom senso é o que se espera, dos dois lados, de quem veste e de quem julga. Continuamos sem um motivo.

Uma porção de “rapazes”, não sabemos ao certo quantos, se deparam com essa moça. Hormônios fervem. Novamente aqui entra o bom senso, no caso até um pouco de educação. Alguns homens têm a mania de “elogiar” algumas mulheres quando vestidas de uma forma que lhe chamem a atenção. Um “psiu” é aceitável, um olhar mais indiscreto também, a partir daí é deselegante e desrespeitoso. Motivo ainda inexiste.

Mulheres, vocês não sabem o que podem despertar em um homem.

Homens, nós não sabemos o que uma mulher pode despertar em nós.

Que bom, do contrário perderia toda a graça.

Mas e o motivo? Sei lá...
Qual o limite entre o sensual e o vulgar, entre o elogio e a grosseria? Não estou aqui para fazer julgamentos, erraram as duas partes, cada um excedeu os seus limites. Mas um erro jamais justifica o outro, neste caso menos ainda.

Segundo o anúncio publicitário divulgado pela universidade, “Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.” Peraí, o regulamento da UNIBAN exige algum uniforme ou da dicas de moda para os alunos seguirem? E outras (os) alunas (os) costumam ser notificadas (os) e punidas (os) também? Somos alunos desta instituição e vemos meninas vestidas de forma parecida no campus que frequento e nem por isso há qualquer tipo de algazarra por lá!

Espero que a instituição que preza pela responsabilidade social e educacional repense sua decisão, pois, se há uma punição a ser aplicada, que seja para todos os envolvidos e não para uma única pessoa.

Renato Souza e Gabriel Lopes

2 comentários:

  1. Na verdade, é Uniban campus ABC... Não São Bernardo do Campo. Só um adendo, por enquanto. (Vou ler)

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  2. Bom, eu dei uma procurada no regimento e regulamento da Uniban. Não consta lá o tipo de vestimenta adequada para frequentar o campus. Jurava que sim, e dai tinha uma resposta na ponta da língua: "Se a Uniban seguisse o regulamento interno, não teria deixado nem a Geyse entrar. A partir do momento que deixou, devia arcar com as consequências, e não livrar-se de quem a causou". Mas, pode ser que o Regulamento Interno não esteja no site da Uniban, o que torna minha resposta ainda viável.
    Acredito que o direito de ir e vir, de escolhas, etc, tenha sido esquecido por muitos no Campus ABC. Mesmo que a menina fosse puta, ela tinha o direito de estudar, não? Será que o futuro desta sociedade brasileira é julgar as pessoas por suas vestimentas? Meu Deus, isso é tão retrô e por si só, tão contraditório!

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