29 de setembro de 2009

REFLEXPRESS - DIA MUNDIAL SEM CARRO? DUAS VISÕES SOBRE O ASSUNTO.

No dia 22 de setembro, aconteceu o Dia Mundial Sem Carro.
Ahh... Que data linda! Que coisa fofa.
Alguma coisa mudou? Não. Alguém se conscientizou? Realmente? Ninguém.
Tivemos o mesmo trânsito nosso de cada dia, a qualidade do ar que respiramos não melhorou.

No século 21, até os ecochatos ativistas são influenciados pela nossa sociedade cocainômana. Ninguém pensa mais a longo prazo. Somos imediatistas. Seremos lembrados como a civilização do gozo precoce.



Vamos raciocinar um pouco sobre a data.
Terça-feira, dia de trabalho. Todos precisam ganhar dinheiro. Todos nós precisamos chegar ao trabalho. Imaginemos quão lindas seriam as ruas sem carros. Onde estaria o povo? Lógico, espremido nos poucos e caros ônibus e metrôs.

Em inúmeras cidades, como São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, ocorreram protestos quanto ao uso do carro. O mar de ciclistas invadiu a Avenida Paulista. Agora, quem é que tem tempo de sobra para passear de bicicleta nas tardes de terça-feira? A nossa rebelde burguesada.

Se quisermos mudanças, o que precisamos fazer não é bem isso. Quem sabe: “A Semana do Repúdio aos Políticos que Não Fazem Nada por Nós”.
Ou melhor, não façamos mais nada. Desliguem as máquinas. Greve geral. Fechem as cortinas.

Felipe Payão



Em São Paulo, Dia Mundial sem Carro foi de congestionamento. Alguma novidade?

É notório que São Paulo não comporta mais veículos. Com uma frota de quase 6 milhões de carros, o trânsito da maior cidade do hemisfério sul sofre, todos os dias, com congestionamentos quilométricos. Em dias chuvosos, os índices alcançam facilmente os 200 quilômetros, suficiente para ir e voltar de Campinas.

Nos últimos anos, várias propostas foram feitas pelo poder público para tentar resolver os problemas do tráfego urbano na capital paulista. Nenhuma deu resultado efetivo. A única solução plausível para o caos do trânsito é a priorização do transporte público, especialmente a construção de novas linhas de metrô.

Por este motivo, no último dia 22 de setembro foi celebrado o Dia Mundial sem Carro, uma forma de crítica ao modelo adotado pelos EUA – e seguido no Brasil – de priorizar obras viárias em detrimento de um transporte público eficiente.

Entretanto, nem mesmo a prefeitura da cidade contribuiu com o movimento. Tudo bem, o Kassab pegou um ônibus de sua casa nos Jardins para ir à sede da prefeitura, no Viaduto do Chá. No entanto, não houve aumento da frota de ônibus e trens do metrô ou da CPTM. Os índices de congestionamento foram altos, até acima da média diária, por causa das chuvas. Nada muito diferente de um dia normal na caótica capital paulista. Um fracasso completo.
Prefiro aderir ao Dia Nacional de Doações de Órgãos e Tecidos, comemorado hoje. Este pelo menos pode salvar vidas. Andar de ônibus e metrô em São Paulo faz mal para a saúde.

Rodrigo De Giuli

3 comentários:

  1. Se os governos quisessem mm a questão do carro seria solucionada. Mas a ind automobilística é mto forte. Pbns pela coragem de vcs em tocar o dedo na ferida.

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  2. Isso mesmo "Anônimo"!
    Apareça sempre!
    Abs.

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  3. Haammmm... Então, vamos andar de bicicleta? rsr

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