19 de agosto de 2009

UMUNDUNU - ACENDA ESSE CIGARRO!


Entrou em vigor em São Paulo a Lei Antifumo (Lei Nº 13.541, de 7 de Maio de 2009.)


Se existisse diploma de fumante, com certeza teria um pendurado em minha parede.

Amigos do tabaco, não sintam vergonha por causa dessa lei. Discriminados, tudo bem.

Analisemos os fatos com cuidado, sem stress, podem até acender o seu cigarro.


O governador Nosferatu Serra sancionou uma lei um pouco segregadora, agora temos que sair dos bares, vou resumir, temos que sair de qualquer ambiente público ou privado que tenha grande concentração de pessoas, para dar o nosso “pito”.

O pilar dessa lei maniqueísta circunda, obviamente, a saúde. Concordo que a fumaça do cigarro incomoda, realmente, não é nenhum prazer ficar rodeado e exalando o peculiar cheiro; além de conter as tais 4.000 (blah, blah, blah, blah) substâncias tóxicas que vão parar no pulmão alheio. Então, como resolver esse problema? Resolver não, já foi resolvido. Mas, qual seria a alternativa?


Nunca, jamais, em hipótese alguma, terminar, perfazer, dar cabo, encerrar, findar, acabar com os fumódromos.

Mas sim, regulamentá-los! Não deixar como a maioria dos restaurantes faz – faziam – colocando um aviso na parte interior direita do mesmo: FUMANTES, e um na parte esquerda: NÃO FUMANTES. É óbvio que isso não ajuda em porra nenhuma. A fumaça se propaga.


Voltando... Regulamentação:

Seria perfeito um espaço aberto que a fumaça tenha uma saída, logicamente, para cima! Um encontro com Papai do Céu! Ou mesmo em locais fechados, com algumas paredes para separar e alguns dissipadores de fumaça.

Pronto, resolvido. Em poucas linhas é possível solucionar problema. Ou melhor, duas palavras: Fumódromo regulamentado.


Pena que já fomos castrados. Agora, os fumantes são os novos doentes da sociedade. Sorte nossa ter estourado essa “epidemia” da H1N1. Muda um pouco o foco.

São tantos imbróglios, confusões e mixórdias que ocorrem na política... Fico até com desânimo.

Ultimamente não sei quem me fode mais, o governo ou o cigarro.


Felipe Payão

6 comentários:

  1. Infelizmente, senhor, não sei como se sentem. Pois ainda não me impediram de beber. Mas até o momento tudo bem, ainda consigo passar algumas horas longe do alcool. Já certos "pitadores" sequer ficam meia hora sem fumar unzinho.

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  2. bom para mim q num posso nem com o cheiro de cigarro a lei ta boa

    mas pra qm fuma é diferente né

    fazer o q é a vida...

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  3. Graças a Deus, alguem olhou para as pessoas que querem viver.
    o cigarro é um cancer, uma praga que faz mal não só para o fumante.
    o cigarro mata quem fuma e quem não fuma é obrigado a aguentar a carniça que ele produz,
    sim, o fedor de um fumante dá pra ser sentido de longe, além do que, todo, eu disse todo fumante joga os restos do seu cancer no chão. emporcalhando as cidades, a fumaça fedorenta produzida pelo cigarro prejudica a saúde de todo mundo.
    só quem fuma não encherga isso, pois já se acostumou com o fedor desgraçado que um fumante tem.



    só quem fuma é que não percebe.

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  4. Isso aí, Serjão!!!

    Olhe para para um desses caras, aponte-o e diga: SEU FUMANTE!!!

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  5. Concordo, sou a favor dos fumodromos legalizados. Enquanto não houver isso, infelizmente, vou continuar sendo mais um "doente" nessa sociedade imunda.

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  6. Outro dia eu estava ali na Dr. Arnaldo, em frente ao Hospital das Clínicas, onde um painel eletrônico gigantesco exibia a mensagem: HÁ EXATAMENTE 15 DIAS, 17 HORAS, 42 MINUTOS E 37 SEGUNDOS SÃO PAULO RESPIRA MELHOR. Eram cinco da tarde de uma sexta-feira. Olhei ao meu redor e vi uma fila enorme de ônibus querendo descer a Rua da Consolação. Alguns expeliam uma fumaça escura e suja. Havia, naquela hora, na cidade, milhões de carros, motos, ônibus, caminhões e - se bobear - até algumas Kombi 73 na rua, expelindo suas fumacinhas inocentes. Ao mesmo tempo em que algumas fábricas ainda funcionavam. Nesse mesmo momento, algumas toneladas de esgoto/lixo caíam em córregos nas beiradas de algumas favelas de todas as zonas da cidade, iam parar em seus afluentes, e iam boiando por aí, cair no Rio Tietê, no Rio Pinheiros, na Represa de Guarapiranga, na Represa Bilings, no Córrego Pirajussara, no Rio Aricanduva... e por aí vai. Os imbecis das classes A e B também colaboravam. Aí, exatamente ao meu lado, no farol, parou um carro com o símbolo da lei antifumo. Eram os fiscais. Dentro do carro deles, um silêncio, um desânimo absoluto. Não conversavam, não ouviam música, não ouviam notícias, não expressavam nada, além de a impressão de caminharem a um enterro. Eu acendi o meu cigarro, e assoprei a fumaça na direção deles. Um deles olhou pra mim e balançou a cabeça positivamente com um ar de: "Ficou foda não poder fumar". Claramente era um fumante. Dei outro trago e disse: "Responde pra mim, Sr. Fiscal. Com tanto ônibus, carro, moto, caminhão, fábrica, e um monte de esgoto caindo nos rios, você acha que esse painel fala a verdade, sobre respirarmos melhor?" foi quando o farol abriu, e todo aquele caos fez sentido novamente. Fui pra casa fumando meu Marlboro, que já custa um roubo, por sinal.

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