29 de agosto de 2009

REALPOLITIK - O BIZARRO CIRCO BRASILEIRO


É doloroso comentar tais fatos.
Não sei por onde começo, o que escrevo primeiro.
Não sei direito nem o que sinto mais quando leio as inúmeras notícias sobre o cenário político atual. Tudo bem que nem sempre foi lindo, maravilhoso, mas agora está mais explícito do que nunca.

José Sarney, Lula e Collor? Juntos? Que planeta nós estamos?

O povo silenciado e silencioso, a inação dos artistas e intelectualóides, a taciturnidade da oposição e os olhos vendados da burguesia. Nem um movimento “Cansei”, feita pela sombra da Tradição Família e Propriedade, foi pensado. Silêncio.


Senador, ditador e “iscritôr”

José Sarney foi eleito senador pelo Amapá, mas é ditador no Maranhão. Sua família exerce uma oligarquia política selvagem no local há mais de 40 anos.

Abro um espaço aqui só para citar os alarmantes índices que se encontram os maranhenses:
Segunda maior taxa de mortalidade infantil do país - 39.2 por mil nascidos vivos.
Domicílios urbanos com renda per capita de até meio salário mínimo – 43%
Segunda menor expectativa de vida do Brasil – 67.6 anos.
Segundo pior PIB per capita do Brasil, atrás do Piauí.

A história da raposa velha foi um pouco, digamos até, sobrenatural. Foi eleito vice-presidente de Tancredo Neves. Tancredo morreu. “Zé do Sarney”, antigo nome de guerra, assumiu.
No dia 2 de fevereiro deste ano, foi eleito Presidente do Senado Federal do Brasil.
Não podia deixar de esquecer também a sua ilustre presença na Academia Brasileira de Letras. Dou um doce para quem conseguir ler alguma “obra” de Sarney até o fim.

Estripulias no circo

Na sua gestão foi acusado de inúmeros crimes: aumento de salário e cargos protocolados por atos secretos, nepotismo, crédito consignado, isenção de impostos, quebra de decoro e fraudes em sua fundação homônima.
A oposição pediu sua renúncia, fez pressão, mas Sarney resistiu firme e forte, como uma criança agarrada em seu pirulito.
Mas e o Conselho de Ética do Senado? Arquivaram as acusações. ÉTICA.

Um ser humano no Senado?

O senador Eduardo Suplicy, utilizou de um artefato que faria o brasileiro compreender melhor a situação, com um discurso inflamado, mostrou cartão vermelho para José Sarney. Sou apartidário, mas confesso que senti grande revolta ao ver Suplicy (o Eduardo, por favor, sem confusões) claramente alterado com a situação, enquanto a maior parte da corja ria do momento, e o senador Heráclito Fortes zombava – com aquela cara de sapo boi – a atitude do petista.

O que fazer?

A extinção do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal seria um ótimo começo. Uma reformulação no Senado? Estupendo! E isso está também em nossas mãos.
Mas, como disse no começo, não sei ao certo. Não coloco minha mão no fogo por isso.
Pelo menos aqui, o silêncio não vai pairar no ar.
Acompanhemos esse bizarro circo, onde as maiores atrações são os políticos palhaços e o povo brasileiro com seu glorioso papel de bobo da corte.
Pau a pau com o Circo Stankowich, não?


Excelente depoimento do RAS Mc Léo Carlos:
http://www.youtube.com/watch?v=TsnhnmGF23c

Fonte dos índices: IBGE


Felipe Payão

2 comentários:

  1. Para um circo só falta a lona. Mas os palhaços - os verdadeiros palhaços! - somos nós, todos nós, brasileiros.
    Rodrigo De Giuli

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  2. eae! seu blog ta show! cartão vermelho mas não pra vc!!
    msn; renne_renesto@yahoo.com.br
    http://leetelemensagens.blogspot.com

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